terça-feira, 31 de dezembro de 2013

@ Lição 7 -  A Morte do Senhor Jesus

a) Introdução

A morte do Senhor Jesus não foi resultado de um acidente, mas parte integrante e fundamental do seu ministério. De fato, ainda que possa parecer antagônico, a culminação do seu ministério se deu com  este doloroso acontecimento.
Com sua  morte, Ele  consumou seu ministério terreno,  cumprindo  profecias e preenchendo com uma realidade vívida, tipos e figuras do velho testamento. ( Jo. 17:4, 19:28-30)

 b) A Morte Prevista

 A justiça divina exige e impõe uma sentença (penalidade) sobre toda forma de pecado. Ela não comunga com a impunidade e não tolera a iniquidade.
Desde o primeiro pecado, vemos a manifestação imparcial da justiça divina, sentenciando a serpente, a mulher e o homem; (Gn 3:14-19), todos os envolvidos nesta catástrofe cósmica.
Os reclamos desta justiça de um lado e o infinito amor do outro, presente
na divindade, redundaram na primeira profecia que indicava a futura e única provisão (Jesus), capaz de derrotar a astuta serpente e restabelecer por completo o relacionamento do homem com Deus. (Gn 3:15) 
Ainda neste contexto, vemos o sacrifício de um animal, que supriu cobertura (vestimentas) para o primeiro casal. Este animal, provavelmente, um cordeiro ou bezerro, é uma figura de Cristo. (Gn  3:21)

Assim, o velho testamento está recheado de profecias e figuras que apontavam para a morte do Senhor Jesus. Vejamos mais algumas:

(Is 53:7-12) – Neste texto, o profeta pinta em detalhes e com realces marcantes o quadro da morte de Jesus, cerca de 740 anos  antes do fato se consumar.   

Cordeiro pascal, este animal sacrificado na páscoa, é uma figura de Cristo, o nosso verdadeiro Cordeiro pascal. (Ex. 12:3-6, 46, Jo 19:36 com 1Co 5:7)

A serpente de metal, um objeto criado por Moisés sob as ordens de Deus, também, prefigurava o tipo de morte do Senhor Jesus. (Nm 21:9 com Jo 3:14-15)      

 c) A Razão da Sua Morte

Mais do que, simplesmente, cumprir Seu ministério, a sua morte foi a expressão mais pura e elevada de amor.
O amor foi, essencialmente, o elemento que o motivou a ir para a cruz. Sua morte não retrata fracasso ou derrota, mas a abnegação de alguém que absorto neste sentimento se entrega espontaneamente em benefício dos outros (Ef 5:2). Glórias a Deus!!!
Este amor ganha dimensões indescritíveis quando passamos a compreender a real causa da sua morte. O Senhor Jesus morreu por causa do meu , do seu e do [1]pecado de todos os homens .
Sim, os nossos pecados levaram- no à cruz, mataram-no!!        
Como vimos, no tópico anterior, a justiça divina; exige punição. Os nossos numerosos e horrendos pecados não poderiam passar sem uma sentença divina, por isso, o imensurável amor de Cristo, o constrangeu a assumir sobre si, os nossos pecados e o consequente castigo e dano que,  justamente, pesava sobre nós.    
 Vejamos agora outros textos que indicam e confirmam este fato:

● Is 53:5a – “ Mas Ele foi traspassado pelas nossas [2]transgressões e moído pelas nossas iniquidades...”.

● Is 53:6b – “...mas o Senhor fez cair sobre Ele a [3]iniquidade de todos nós”.

● Is 53:8b – “... por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido”.

● Is 53:10a – “... quando der Ele a sua alma como oferta pelo pecado”.

●Rm 4:25a – “ o qual foi entregue por causa das nossas transgressões...”.

● I Co 15:3 – “Antes de tudo , vos entreguei o que também, recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras”.

● Gl 1:4a – “o qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados...”

● 1 Pe 3:18a – “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos...”.

a) Benefícios  da  Morte  do Senhor  Jesus

d.1) Introdução

A morte do Senhor Jesus redundou em inúmeros e inestimáveis benefícios para nós, pecadores.
Ele foi o perfeito sacrifício capaz de aplacar a ira do Deus Santo, contra toda sorte de pecado e maldade humana (Rm. 5:8-9, 1Ts 1:10, 5:9-10). 
Ele, e somente Ele, é a propiciação pelos nossos pecados, satisfazendo a justiça divina e tornando-nos aceitáveis a Deus (1 Jo 2:2 , 4:10).
d.2 ) Libertação do Pecado

Todo problema humano relacionado a Deus e aos seus semelhantes; se deve,  em parte,  a semente pecaminosa que herdamos de Adão. Esta semente enraizou-se  na raça humana e  brotou em cada  ser humano, tornando-nos extremamente produtivos  na concepção e geração do pecado ( Sl 51:5; Rm 5:12; 3:23; Pv 5:22 e Is 30:1).
Por conta desta semeadura, fomos escravizados e sofremos sob a tirania deste algoz chamado – pecado –  ( Jo 8:34-36).
O pecado se constitui num grande abismo que se interpõe entre nós e Deus, afastando-nos e impedindo-nos de nos aproximarmos Dele, além de  trazer  reflexos diretos e negativos aos nossos  relacionamentos humanos(Is 59:2; 2 Tm 3:13; Tt 3:3).   
 Por isso, entre os muitos benefícios obtidos com a morte do Senhor Jesus, há aquele que considero essencial: a remoção e destruição da tirania do pecado sobre nós (Jo 1:29; 8: 36; Hb 9: 26, 28 e 1 Jo 3:5). 












Fig.3 -  A morte do Senhor Jesus eliminou o abismo, ligando-nos diretamente ao Pai e uns aos outros.

d.3) Reconciliação com Deus

Introdução

A Bíblia aborda com muita propriedade o assunto  reconciliação. Mostrando-nos o seu porquê, como ela foi desenvolvida e o resultado e o objetivo final da mesma.

d.3.1) O porquê da Reconciliação

Reconciliar significa restaurar a amizade, transformar a inimizade em amizade, trocar um estado de inimizade por um de amizade.
A Bíblia diz que éramos inimigos de Deus (Rm 5:10), vivíamos à margem de um verdadeiro relacionamento com Ele, num estado de hostilidade e inimizade.
Este estado de inimizade foi caracterizado por :

a) Uma mente, forma de pensamento e entendimento hostil a Deus, que se revelava na prática de inúmeras obras malignas ( Cl 1: 21, Ef 2:3).

b) Um viver segundo as paixões e inclinações da carne (Rm 8:7 com Gl 5:19-21).

c) Pela amizade com o mundo - andávamos de mãos dadas com o sistema deste  mundo, vivendo e atendendo os seus padrões e princípios malignos. Desta forma, assumíamos uma inimizade decla-rada para com Deus ( Tg 4:4 e Ef 2:2).

 d.3.2) Como Desenvolveu-se a Reconciliação

a) Origem – A reconciliação nasceu no coração de Deus, não é obra humana, fluiu de si mesmo para restabelecer a amizade do homem consigo mesmo. (2 Co. 5:18a, 19a)

a) Desenvolvimento – Deus executou esta bendita obra por meio do Seu Filho, Jesus.
E isto foi possível pela  própria morte do Senhor Jesus (Rm 5:10, Cl 1:22a).

d.3.3) Resultado da Reconciliação

Deus não considerou, não levou em conta as nossas transgressões; mas perdoou-nos, e  assim aproximou-nos de si mesmo e resgatou-nos do es-tado de inimizade, propiciando a nossa reconciliação consigo mesmo. ( 2Co 5:19b, Ef 4:32b, 1Pe 3:18a). Aleluia!!      
  
d.3.4 ) Objetivo final  da Reconciliação

Gozarmos da Sua comunhão e andarmos na Sua presença é sem dúvida um dos objetivos finais da reconciliação. No entanto, Deus, também, está  empenhado em nos apresentarmos santos, inculpáveis e irrepreensíveis diante de Si mesmo. 
A reconciliação com Deus é o início do restabelecimento de uma amizade,  que se cultivada por meio da fé , nos influenciará e nos tornará semelhantes a Ele mesmo (Cl 1:22b). 

Questionário

1- Cite profecias e figuras do Velho Testamento que indicavam a morte do Senhor Jesus.



2- Descreva com suas palavras, a razão da morte do Senhor Jesus, baseado no tópico “c” desta lição.


3- Cite textos que comprovem a escravidão humana sob o pecado.


4- O que significa reconciliação?


5- Qual o objetivo final da reconciliação?



6- Leia os capítulos 16 a  18 do evangelho de Mateus.


7- Memorize o Texto:

“ora, porém, vos reconciliou no corpo da sua carne, mediante a  sua  morte, para  apresentar vos perante ele santos, inculpáveis e irrepreensíveis”. (Cl. 1:22)

[1] Pecado: Hebraico = errar o alvo, transgredir a Lei.  
[2] Transgressão: ir além de, infringir a Lei.
[3] Iniquidade:  perversidade,  contrário   à   equidade. 

domingo, 17 de novembro de 2013

@ Lição 6 - O Ministério de Jesus

a)      Introdução

Os evangelistas concentraram os seus escritos, majoritariamente, sobre o Ministério[1] de Jesus, que iniciou-se aos trinta anos de idade. (Lc 3:23) O Seu ministério teve  uma duração aproximada de 3 anos e meio.  Este tempo ministerial foi extremamente produtivo e suficiente para que o Senhor realizasse tudo aquilo que o Pai havia determinado. O seu ministério rendeu a compilação de um grande volume dos seus feitos e ensinos (4 evangelhos).

b)     O Batismo de Jesus

Um pouco antes de Jesus iniciar o seu Ministério, Ele foi batizado, aos 30 anos de idade, por João Batista, no rio Jordão (Mt 3:13-17). Este texto mostra-nos o quanto Jesus insistiu, decididamente, em ser batizado; mes-mo sem  precisar, pois jamais cometera pecado Hb 4:15. No entanto, Ele desejava tão somente se submeter à  palavra de Deus, através do minis-tério de João Batista, e assim cumprir toda a justiça.

c) A Descida do Espírito Santo e o Testemunho de Deus

Logo após o Seu batismo nas águas, o Espírito Santo desceu sobre Ele e Deus, o Pai, testemunhou acerca de Jesus, declarando a sua filiação e o Seu  imenso prazer Nele (Mt 3:17).
Esta declaração mostra-nos que Jesus agradou plenamente a Deus, durante os 30 anos de vida; sendo com toda certeza, um bom filho, irmão, profissional e homem. Jesus recebeu a autenticação divina acerca da sua filiação e a aprovação pelo seu viver  comum, no contexto fami-liar, profissional e social.  

d) A Tentação de Jesus

Depois do seu batismo, Jesus foi conduzido pelo Espírito, ao deserto, para ser tentado pelo diabo ( Mt.4:1-11) .
Aqui, vemos o primeiro confronto direto entre a semente da mulher (Jesus) e a serpente (o diabo). Neste confronto, e em todos os seguintes,  a semente da mulher foi vitoriosa. Aleluia! Jesus não se curvou aos encantos da serpente, mas permaneceu, inteiramente, sob o governo de Deus, resistindo e por fim, rechaçando o diabo pelo poder da Palavra de Deus.  Aleluia!!

e) A Amplitude do Ministério do Senhor Jesus

O Senhor Jesus estava convicto da sua vocação para o ministério, tanto que aos doze anos de idade, já revelara uma consciência comprometida com "os negócios do Pai" (Lc 2:42, 49).  Aos 30  anos de idade, Ele faz a seguinte leitura no livro do profeta Isaías: "O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu a pregar o evangelho aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos e apregoar o ano aceitável do Senhor” (Lc 4:18-19). E com a mesma consciência de propósito, não hesitou em declarar aos seus ouvintes: "Hoje se cumpriu esta Escritura que acabais de ouvir” (Lc 4:21). Este texto delineia o ministério de Jesus e mostra-nos que Ele foi ungido para um ministério pleno, para atender  às necessidades de todos os homens, de todos os tempos e em todas as esferas - espírito, alma e corpo.
Este fato se dá não somente pelo legado escrito, deixado pelos apóstolos; mas também, porque a igreja como extensão de Cristo (corpo), ungida pelo mesmo Espírito Santo, é o agente de continuidade e manifestação do Seu ministério ao longo dos séculos e em todas as gerações.    No texto de Lc 4:18-19, estão listadas  quatro  características que, num certo sentido, são comuns à toda humanidade. São elas: pobres, cativos, cegos e oprimidos. Assim, podemos dizer que, invariavelmente, elas retratam  o perfil da humanidade de todas as épocas e lugares.
A primeira característica identificada no texto é a pobreza.  Veja: “... Ele me ungiu para evangelizar os pobres...” Uma definição de pobre, pode ser considerada como: estado ou qualidade daquele que não tem autonomia ou capacidade, para suprimento próprio das suas necessidades básicas. Ampliando o sentido desta definição, podemos dizer que a verdadeira pobreza e miséria humana, está centrada, exatamente, na sua incapacidade de atender por si só, as suas  necessidades espirituais, psicológicas e físicas, as quais são referenciadas no texto, como veremos mais abaixo. Desta forma, a pobreza humana passa pelo: espírito cativo (cativeiro espiritual), alma oprimida e corpo doente.  Para esta neces-sidade  humana, o Senhor Jesus vem proclamar o evangelho, as boas novas do reino de Deus, que é a provisão necessária para atender o homem na sua plenitude, e assim, torná-lo  rico (2 Co. 8:9). Observando  mais atentamente estas características, podemos verificar que elas estão diretamente vinculadas, às seguintes áreas da vida  humana:

Espiritual (espírito) - “..Proclamar libertação aos Cativos...” Esta faceta do ministério do Senhor, vem de encontro à seguinte realidade: toda a humanidade nasce e vive, até que seja liberta por Cristo, sob um cativeiro espiritual, que teve origem em Adão, quando este foi subjugado pela força da astúcia, engano e tentação do inimigo. Isto levou Adão a rebelar–se contra Deus e sua palavra, o que resultou na quebra de comunhão/relacionamento  entre ele e Deus. Assim, automaticamente, Adão submeteu-se à tirania de Satanás e do pecado, transferindo este péssimo legado a todos os seus descendentes.. (Gn 2:17 com Gn 3:1-6, Rm 5:12,17-19, 2 Co11:3, Tm2:26 e Jo 8:34,36)

Psicológica: (relativo à  psique,   alma. A  alma compreende a sede da razão/intelecto, da vontade e emoções)“...Por em liberdade os oprimi-dos...” A opressão é um mal que aflige a alma, sendo, muitas vezes,  imposta pela culpa, medo, vergonha, ansiedade, etc. Após o pecado, Adão apresentou problemas na alma, como: culpa, vergonha, medo e angústia (Gn 3:16, 7b e 10 com Rm 2:9, Ed. 9:6 e Sl 38:4). O Senhor Jesus veio libertar os oprimidos, substituindo o peso enfadonho da opressão, pelo seu fardo leve e jugo suave, disponibilizando alivio e descanso para  alma.  (Mt11: 28-30). Isto implica na remoção da culpa,  medo, ansiedade e angústia. (Cl 1:22, Rm 8:15, 1Pe 5:7 e 1Cr 13:21)

Física (corpo) – “... Restaurar vistas aos cegos...” No texto grego, refere-se à cura de uma deficiência física, sinalizando que o Senhor Jesus veio também, ministrar ao corpo humano, frágil e limitado, liberando cura a diversas e numerosas doenças e enfermidades; além de, até mesmo ressuscitar mortos, minimizando a dor e o sofrimento humano.  (Mt 4: 23; 9:35, Lc 7:11-17,22, 9:6, Jo 11:1-46)  Veja a fig. 2 que exemplifica o citado neste tópico.

Como citamos anteriormente, o ministério do Senhor  Jesus  foi extrema-
mente produtivo e frutífero,  a ponto do evangelista João declarar: “Há, porém, ainda muitas outras cousas que Jesus fez. Se todas elas fossem relatadas uma por uma, creio eu que nem no mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos. (Jo1:25)  No entanto, o ministério do Senhor Jesus  não limitou-se somente aos seus maravilhosos feitos e ensinamentos,  mas incluiu o derramar da sua vida em favor da humanidade, como Ele mesmo afirmou: "Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos". (Mc. 10:45)



Questionário


1) Qual foi o instrumento usado por Jesus para derrotar o diabo no texto de Mt 4:1-11 ?



2) O que significa a declaração de Deus,  o Pai, no texto de Mt 3:17 ? 



3) Num certo sentido, qual é o perfil da humanidade de todas as épocas e lugares?



4) Relacione os benefícios proporcionados pelo Senhor Jesus, para o espírito, alma e corpo do homem.   



5) Observe o texto de Lc 4:18-19, e relacione-o com as áreas da vida humana.



6) Leia os capítulos 13 a 15 do evangelho de Mateus.

7) Memorize o texto:

“ agora, porém, vos reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte, para apresentar-vos  perante Ele santos, inculpáveis e irrepreensíveis” (Cl.  1:22).










[1] Ministério : No grego é diaconia, que  significa Serviço, trabalho. 

quinta-feira, 24 de outubro de 2013


@ Lição 5 -  Jesus: da Infância à Maturidade 

1) Introdução

A Bíblia fala pouco sobre a infância e adolescência de Jesus, citando apenas os episódios  mais importantes destas fases, que correspondem à sua introdução nos princípios religiosos judaicos, os quais são :    

2 – Infância

2.1- Circuncisão ( Lc. 2:21 )

No oitavo dia do seu nascimento, Ele foi circuncidado, conforme a determinação da aliança que Deus fez com Abraão, (Gn 17: 9- 4)  o pai da nação israelita, e a imposição da Lei de Moisés (Lv 12:1-2). É interessante observarmos que era no dia da circuncisão que se dava o nome à criança (Lc 1:59-63 e 2:21), isto indica-nos que a identidade (nome) do indivíduo era definida, quando o mesmo ingressava na aliança com Deus.  

2.2) Consagração (Lc 2:22-24)

Trinta e dois dias depois da sua circuncisão, e no quadragésimo dia de vida, Jesus foi levado ao templo em Jerusalém para ser consagrado a Deus, como ensina a Lei de Moisés (Ex12:3,12; Nm 8:17 ). Estes fatos são importantes porque mostram que Jesus, como um israelita comum, foi sujeito e cumpriu todas as exigências da Lei de Moisés, conforme o texto de (Gl 4:4).
Depois destes acontecimentos, Ele foi levado para o Egito, a fim de fugir do rei Herodes, que queria matá-lo (Mt 2:13-15).
Ainda menino, Ele foi trazido por seus pais do Egito, e passou a morar em Nazaré, onde passou parte da sua infância, toda a adolescência e juventude. (Mt 2;19-23)  É daí, que lhe surge a alcunha de Nazareno.

3- Adolescência

3.1- Adolescência com Propósito (Lc 2:41-52 ) 

Há dois fatos relevantes na adolescência de Jesus que são citados no evangelho de Lucas. Ambos mostram-nos que aos doze anos de idade, Jesus estava consciente do propósito para o qual viera. Por isso, perma-neceu três dias na casa de seu Pai, tratando dos negócios, a Ele pertinente (Lc 2:46).

3.1.1- Submissão (Lc. 2:51)

O outro fato marcante na adolescência de Jesus, foi a sua disposição e atitude de obediência e submissão aos seus pais terrenos; sendo-lhes totalmente  submisso. A sua adolescência não foi caracterizada  por rebeldia e alienação, como é predominante nos dias atuais, mas  Ele foi introduzido no caminho do aprendizado da obediência e descobriu neste caminho a aridez do sofrimento, que o acompanhou na medida que deixava sua vontade para se submeter a vontade do Pai. Ele  viveu a angústia da renúncia na própria alma, para o triunfo da obediência à vontade do Pai. (Hb 5:8 com Mc 14:32-42)

3.2- Da  Adolescência  à   Maturidade

Esta fase da vida de Jesus, que compreende o período de transição da adolescência para a vida adulta, passando pela juventude, levou cerca de 18 anos, isto é, dos 12 aos 30 anos de idade e praticamente, todo este tempo ficou sem relato bíblico. Deus, soberanamente, decidiu silenciar sobre essas, quase, duas décadas de vida do Seu Filho.
A única luz bíblica que temos sobre todo este período, mostra-nos que Jesus seguiu a carreira profissional de seu pai adotivo - José, e trabalhou como carpinteiro (Mt.13:55 e Mc.6:3).

Questionário



1)      Quais foram os episódios da infância de Jesus citados na Bíblia?


2)      Justifique a expressão “adolescência com propósito”.



3)      A identidade do indivíduo estava vinculada a qual rito religioso?



4)      Leia  os  capítulos 10 a 12 do evangelho de Mateus.


5)      Decore o texto:


“E desceu com eles para Nazaré; e era-lhes submisso. Sua mãe, porém, guardava todas estas coisas no coração”. (Lc 2:51) 

domingo, 29 de setembro de 2013

@ LIÇÃO 4 - A Encarnação e o Nascimento de Cristo

a)      Encarnação

A palavra encarnar significa revestir-se de carne.
E a esta palavra está relacionado o mais espetacular e maravilhoso mistério: Deus (o Verbo) se fez carne e habitou entre nós.(Jo.1:14).
O Criador (Jo.1:3) se assemelha à criatura, esvaziando-se de si mesmo e assumindo a forma humana. (Fp. 2:5-7) Aleluia!          
O marco inicial da encarnação está relatado no evangelho de Lucas 1:35  "...Descerá sobre ti o Espírito Santo, e o poder do Altíssimo  te envolverá  com a sua sombra ; por isso, também o ente santo que há de nascer será chamado Filho de Deus”.
O palco onde se desenrola o mistério da encarnação, a assombrosa "metamorfose" de Deus tornando-se homem, a mescla  do Divino  com o humano, é o ventre da virgem Maria. Os agentes ativos e responsáveis pela encarnação do Verbo, são o Espírito Santo e o Poder do Altíssimo. Por este texto juntamente com Fip. 2:5-7, podemos observar também, que toda a Trindade estava coesa e comprometida nesta estupenda obra. Por um lado vemos o Verbo consentindo em se despir, enquanto o Espírito Santo e o Poder do Altíssimo operam, simultaneamente, para a Sua encarnação. Glória a Deus !!
Por isso, os evangelistas enfocaram, como já vimos, por um lado, a hu-manidade de Jesus e por outro, a sua Divindade. Ora eles viam um homem, ora eles viam Deus. Jesus é o verdadeiro homem e o verdadeiro Deus (1Tm. 2:5 e 1 Jo. 5:20).  Este mistério é um dos pilares da fé cristã  e constitui um dos requisitos indispensáveis para a identificação do espí-rito que vem de Deus: "Nisto reconheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus; pelo contrário, este é o espírito do anticristo...” ( 1Jo.4:2-3a). 

b) O Nascimento de Cristo

b.1) Introdução

Como observamos no tópico anterior, "Encarnação", é importante continuarmos seguindo a linha que revela-nos a  humanidade e divindade de Jesus . No nascimento Dele, podemos identificar perfeitamente a sua natureza humana e divina, considerando os tópicos seguintes:

b.2) A Semente da Mulher - Natureza humana

Após a trágica queda do homem registrada no livro de Gênesis, capítulo 3: 1-6 , vemos no versículo 15, a seguinte determinação e promessa divina : "Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a sua descendência e o seu  descendente. Este te ferirá a cabeça e tu lhe feriras o calcanhar". Por este versículo, vemos que Deus não desistiu do homem e está interessado em fazê-lo vitorioso, por meio do descendente da mulher. O descendente da mulher, prometido neste texto é o próprio Jesus, que  nas-ceu de Maria ( Mt1:16, 18, Lc 2: 5-7, Gl 4:4) e triunfou sobre a serpen-te, principados e potestades (Cl. 2:15). Este Jesus é aquele que sempre  nos conduz em vitória (2 Co 2:14a). Glória a Deus!! Retomaremos este assunto em lições futuras.

c) Jesus - Filho de Deus - Natureza Divina

Em Gálatas 4:4, vemos a declaração: "... Deus enviou seu Filho nascido de mulher...”. Este texto concorda com Lucas 1:35, onde vimos que o Espírito Santo veio sobre Maria e o poder do Altíssimo a envolveu com a sua sombra. Portanto, no nascimento de Jesus, não houve participação direta de José; por isso, Ele é chamado de Filho de Deus.
 
c.1) Identidade de Jesus  

Dar nome aos filhos, é uma atribuição direta dos pais, e é isto o que vemos na Bíblia; ora o pai, (Gen. 4:26; 21:3) ora a mãe (Gen. 4:25, Jz 13:24) dá nome à criança; e em casos especiais, o próprio Deus determina o nome da criança através do seu mensageiro (anjo) (Gn 16:11, Lc 1:13). No caso de Jesus, o seu verdadeiro Pai (Deus), não  fugiu da sua atribuição e nomeou,  através do anjo, o seu Filho  pelo no-me de JESUS (Lc 2:21) .
Jesus - na língua grega, significa Salvador. Na língua  hebraica,  a pala-vra Jesus é uma variação da palavra Josué, cujo significado é:   Jeová é Salvador ou o Senhor é Salvador.
É importante notarmos que o próprio nome Jesus (Salvador) revela-nos  a sua  natureza e o propósito da sua vinda, que é a salvação dos homens  (Mt1:21; Lc 19:10; Jo 4:41-42). Por isso, o texto de Atos 4:12 é claro e enfático ao dizer : "E não há salvação em nenhum outro nome; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”. Retomaremos o assunto referen-te à salvação, em tópicos futuros.


Questionário


1)      Qual é o significado da palavra encarnar?


2)      Semente da mulher  - indica qual aspecto da natureza de Jesus? Cite textos bíblicos.


3)      Baseado em Lc1:35 e Fp 2:5-7, explique a ação da Trindade na encarnação de Cristo. 


4)      Qual o significado do nome Jesus nas línguas: hebraica e grega? 



5)      Onde se processou a encarnação de Cristo? Cite textos bíblicos.



6)      Leia os capítulos 7 a 9 do evangelho de Mateus.



7)      Decore os textos:

"E não há salvação em nenhum outro nome; porque abaixo do céu não existe nenhum outro nome, dado entre os homens, pelo qual importa que sejamos salvos”. At. 4:12


“Porquanto há um só Deus e um só mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem”. 1Tm 2:5

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

@ LIÇÃO  3 - A Preexistência de Cristo


3.1 Introdução

Pelos tópicos anteriores,  vimos que o objetivo final deste livreto é levar-nos ao conhecimento do Evangelho, como é o seu tema . E isto implica em conhecer e tocar a pessoa do Senhor Jesus Cristo, o qual é a essência do evangelho. Este conhecimento não se limita, simplesmente, na aquisição de informações sobre esta Pessoa e nem se fundamenta no conhecimento intelectual. Mas o verdadeiro conhecimento indicado pelo verbo grego: ginosco, citado em Jo. 1:10 e em tantos outros textos, mostra-nos que este conhecimento emana de uma relação pessoal, certa e íntima com o Senhor Jesus. Este conhecimento cresce na mesma proporção que  nos relacionamos com Ele e sua Palavra. Por isso, neste tópico, focalizaremos com mais  precisão e empenho, esta Pessoa; entendendo que a busca do Seu conhecimento é de extrema importância e preciosidade para as nossas vidas; justificando, inclusive, a perda e o abandono de todas as coisas, como disse o apóstolo Paulo: "Sim, deverás considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para conseguir Cristo” (Fp. 3:8). Paulo não hesitou em abrir mão das tradições religiosas nas  quais fora criado e instruído; assim como, não titubeou em abandonar posições e cargos religiosos, que ocupava, quando entendeu que estas tradições e cargos não o levariam ao verdadeiro conhecimento de Cristo.       

3.2 - A Preexistência de Cristo

Quando se busca conhecer de verdade, alguma pessoa, há aqueles se  empenham em conhecer a sua história, do berço ao túmulo, do nascimento à morte. Outras, ainda mais desejosas de um conhecimento mais completo da personagem em estudo, buscam conhecer os seus antepassados e o contexto em que sua história desenrolou-se. Se procedermos somente desta forma, certamente não alcançaremos o conhecimento pleno do Senhor Jesus, porque  a sua vida e existência não se limitam ao nascimento  e à morte; dois marcos comuns a todo ser humano.
O Senhor Jesus é o único homem que apresenta caracterís-ticas incomuns a toda humani-dade; dentre elas, a  preexistên-cia. Esta qualidade é uma dentre tantas outras que indicam a sua Divindade .  

a)      Profecias que afirmam Sua Preexistência

Cerca de 740 anos antes de Cristo, o profeta Isaías profetiza sobre a pessoa do Senhor Jesus, dizendo : " Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu ; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será : Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade , Príncipe da Paz;” (Is. 9:6). Este texto afirma com clareza e precisão a divindade de Cristo, mostrando entre outras qualidades, a sua preexistência, pela expressão – “Pai da Eternidade”, indicando que Ele é eterno .
O profeta Miquéias concorda com  Isaías, quando profetizou cerca de 700 anos antes de Cristo, dizendo: " E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como o grupo de milhares de Judá, de ti  me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas as origens são desde os tempos antigos , desde os dias da eternidade” ( Miq. 5:2 ).

b)     Jesus afirma a Sua pre-existência

No evangelho de João, o Senhor Jesus fez afirmações com total segurança sobre a sua preexistência, dizendo: " ... Em verdade  em verdade vos digo: antes que Abraão existisse, Eu Sou”  ( Jo. 8:58 );

 "E agora, glorifica-me ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo. ( Jo. 17:5 ).

c)      Outros registros neotestametário que afirmam a preexistência de Cristo

O apóstolo João no seu evangelho, afirma a preexistência de Cristo, dizendo:

" No princípio era o Verbo , e o Verbo estava com Deus e o Verbo   era   Deus”  ( Jo.1:1 ).   
"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e verdade , e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai”  ( Jo1:14 ).

O Verbo (Palavra) é uma menção direta a Jesus, como podemos ver no versículo 14.
O mesmo apóstolo, no seu livro Apocalipse, ouviu outra declaração de Cristo sobre a  sua própria preexistência:
"Eu sou o Alfa e Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim.” ( Ap. 22:13 ). 
 
E, concluindo, na carta aos Hebreus, o autor confirma a preexistência do Senhor, fazendo uma analogia com a pessoa do sacerdote Melquizedeque, que viveu nos dias de Abraão.  Melquizedeque foi uma figura  de Cristo, e isto é visto pelo autor da carta, quando ele diz:

 " ... sem pai, sem mãe, sem genealogia; que não teve princípio de dias , nem fim de existência, entretanto, feito semelhante ao Filho de Deus , permanece. sacerdote perpetuamente”. Esta declaração, também, afirma  a preexistência e eternidade de Cristo.

Questionário

1- Segundo o texto de Filipenses 3:8, em que implica conhecer a Cristo ?


2 - Cite uma das características de Cristo que indica a sua Divindade.


3- O que indica a expressão Pai da Eternidade ?


4 - Quais são os textos em que Jesus afirma a sua preexistência?



5- O "Verbo" citado no texto do evangelho de João, refere-se a qual pessoa? Justifique . 




6- Leia  os  capítulos  4  a  6  do
    evangelho de Mateus.


7- Decore o texto :

"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai" ( Jo1:14)


domingo, 23 de junho de 2013

O Evangelho

@ LIÇÃO  2  - O Evangelho


1.1-  Origem da palavra

Evangelho é uma palavra de origem grega – Euaggelion, que significa :  Boas Novas , Boas Notícias .
Esta palavra aparece cento e uma vezes no Novo Testamento. Veremos no decorrer deste estudo, algumas destas citações.

1.2-  A Centralidade  do   Evangelho
 
O evangelho é a mensagem central da Bíblia. O velho testamento está recheado de figuras, tipos[1] e profecias que  apontam   para o evangelho, as boas novas da encarnação, isto é, a manifestação do Deus invisível na forma e figura humana, na pessoa do seu Filho Jesus Cristo, o qual é chamado de Emanuel, que quer dizer, Deus Conosco (Is.7:14, Mt. 1:22, 23). O Novo testamento é desenvolvido e centralizado em cima do cumprimento destes fatos: encarnação, nascimento, vida  (ministério), morte, ressurreição, ascensão e 2ª Vinda do Senhor Jesus Cristo,  que são as Boas Novas de grande alegria para todo o povo. (Lc. 2:10-11)

1.3- A Essência do Evangelho

A essência do Evangelho não é um conjunto de doutrinas, regras ou liturgias, mas a própria pessoa do Senhor Jesus Cristo. Ele é a razão e o objeto central do evangelho, sem Ele nunca ouviríamos essa grande e boa nova :  "... Ele ( Jesus) salvará o seu povo dos seus pecados" (Mt. 1: 21).



  Figura 1- Ilustração dos tópicos: 1.2 e 1.3


1.4 - Os Quatro Evangelhos

a)      Introdução

Surgiram muitos relatos sobre a vida do Senhor Jesus, após sua morte e ressurreição. Os quais circulavam entre os seus discípulos. No entanto, aprouve ao Espírito Santo, reunir quatro evangelhos, os quais são: Mateus, Marcos Lucas e João.
É interessante observarmos que o Senhor Jesus foi o único homem na Bíblia, a ter quatro relatos (livros) sobre sua vida, indicando, com isto a Sua grande  importância para a humanidade.
 
b)     Quatro Perspectivas

Os evangelhos apresentam quatro perspectivas ou ângulos diferentes,  dando-nos uma visão  completa da pessoa do Senhor Jesus.
Os evangelhos de Mateus, Marcos e Lucas são chamados de sinópticos, porque apresentam o mesmo ponto de vista geral sobre a vida de Cristo, registrando, até certo ponto os mesmos fatos. Já, o evangelho de João apresenta uma perspectiva à parte dos três primeiros, e isto veremos a seguir:    

c) Os enfoques dos evangelhos

Mateus - Foi escrito primeiramente para os judeus e, por isso, cita muitas passagens do velho testamento. Seu enfoque principal é demonstrar que Jesus é o  Rei de Israel ( Mt 2:2).
Mateus foi um discípulo direto de Jesus e relacionou os seus ensinamentos em tópicos, por ex. (Sermão do Monte) capítulos 5,6 e 7.

Marcos - Foi escrito principalmente para os romanos; por isso é o mais curto e cheio de ação. Os romanos gostavam de ação e coisas práticas.
Marcos não foi um discípulo direto de Jesus; mas sim, do apóstolo Pedro e desta forma, aprendeu muito sobre a vida de Jesus.
O enfoque de Marcos apresenta-nos Jesus como Servo de Deus, a serviço dos homens, ministrando curas, libertação e doando a sua própria vida:
 "Pois o próprio Filho do homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua própria vida em resgate por muitos” (Mc. 10:45). 

Lucas - Foi escrito principalmente para os gregos.
O seu livro apresenta um estilo clássico, com uma acentuada inquirição dos fatos e diversas citações históricas. ( Lc. 1:1-3, 2:1-2) . Lucas, também, não foi um discípulo direto do Senhor Jesus, mas foi com-panheiro do apóstolo Paulo, o qual não conheceu Jesus pessoalmente, mas teve uma revelação tremenda Dele. Paulo deve ter transmitido muitas informações do Senhor Jesus a Lucas. O seu enfoque principal aponta para Humanidade de Jesus. Ele usa constantemente a expressão o Filho do Homem, referindo-se a Jesus. "...Eis que subimos para Jerusalém e vai  cumprir-se ali tudo quanto está escrito por intermédio dos profetas, no tocante ao  Filho do homem ...” (Lc. 18:31-33)

João - É o evangelho mais diferente dos quatro, apresenta uma ênfase especial sobre a pessoa de Jesus, revelando-o como o Filho de Deus, destacando a sua divindade. João foi um discípulo direto de  Cristo, e não somente isto, mas foi o mais próximo e íntimo. Ele foi chamado de discípulo amado.
( Jo. 13:23-25, 19:26, 21:20-24 )
Este relacionamento direto e profundo, pode explicar o alto nível de revelação que João teve de Cristo, e o modo enfático com que afirma: "Estes porém foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que crendo , tenhais vida em seu nome”  (Jo. 20:31).


Questionário


1- Qual é o significado da palavra evangelho ?

 
2- Qual é a mensagem central da Bíblia ?


3- Qual é a essência do evangelho?

4 - Qual é a ênfase dos evangelhos  de :

Mateus ___________________

Marcos ___________________

Lucas   ___________________

João   ____________________


5- Qual foi o discípulo mais íntimo de Cristo? Cite referência bíblica.


6- Leia os capítulos 1 a 3 do evangelho de Mateus.


7 - Decore o texto :

Estes porém foram escritos para que creiais que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que crendo, tenhais vida em seu nome”. (Jo. 20:31).




[1] Tipo = Figura, modelo, exemplo, fato ou pessoa do Velho Testamento, que apontava um acontecimento futuro, que ocorreria  no Novo testamento. 

domingo, 7 de abril de 2013

Série Evangelho


SÉRIE O EVANGELHO


PREFÁCIO DA SÉRIE


A Série “O Evangelho” é um instrumento de evangelismo e de fundamentação dos neófitos na fé cristã.

Ela procura apresentar de forma sistemática, o Evangelho do Senhor Jesus Cristo, com o propósito de levar o leitor/estudante a Conhecer, Receber e Praticar o Evangelho, para manifestar uma vida de dedicação e compromisso com Senhor Jesus e o Seu Reino.

Esta  Série foi  redigida em três volumes, obedecendo uma estrutura sequencial e didática, que permite uma interação entre eles para o alcance do propósito citado.

Cada volume da Série apresenta uma formatação adequada para aplicação em grupos pequenos, como: classes de escolas dominicais, grupos familiares, caseiros, celulares e outros de estudos bíblicos, onde os seus participantes possam interagir entre si e com a palavra de Deus.

As lições de cada volume são, relativamente, breves e no final  apresentam um questionário curto, para revisão e fixação do conteúdo, um texto bíblico para memorização e a indicação de leitura dos evangelhos.

O empenho e a disciplina do leitor/estudante, na prática dos exercícios propostos, no final de cada lição, levará o mesmo a concluir, simultaneamente, o estudo da Série e a leitura dos quatro evangelhos.



. Volume 1 - Conhecendo o Evangelho 




“O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por
intermédio dele, mas o mundo não o conheceu”.
                                                                              (Jo.1:10)


INTRODUÇÃO

  
Neste volume, o leitor/estudante terá uma visão panorâmica da vida do Senhor Jesus Cristo, que é o cerne do evangelho.

Focalizaremos a divindade e humanidade do Senhor Jesus: a sua preexistência, sua encarnação, nascimento, infância, adolescência maturidade, ministério, morte, ressurreição, ascensão e a futura segunda vinda.

Sinceramente, rogo a Deus para que o Seu Espírito Santo, fiel e consagrado mestre, possa efetivamente, revelar o Filho de Deus, aos leitores e estudantes deste primeiro volume e série.




@ Lição 1 – Desmistificando a Religiosidade e o Neutralismo Espiritual

“A experiência provê a dolorosa prova de que as tradições, uma vez  engendradas, são  primeiramente tidas como úteis, depois consideradas necessárias, até finalmente serem transformadas em ídolos. Todos têm que se curvar diante delas ou haverá punição.” - J.C. Ryle

1- Introdução

Abrimos este  volume com esta   lição, justamente, porque pretendemos considerar alguns empecilhos à  verdadeira recepção ao Evangelho de Cristo. Nesta primeira lição, destacamos: a religiosidade e o neutra-lismo espiritual. Queremos com isto  desmistificar, remover o engano que, sutilmente, permeia a religiosidade e o “neutralismo” espiritual. Ambos supõem, respectivamente, adesão e isenção. Mas, na realidade, veremos  que não são suficientes para eximirem os homens de uma tomada de decisão real e séria sobre a recepção ou não do evangelho do Senhor Jesus.
Esta lição e volume vêm, portanto, convidar você, leitor/estudante, a uma reflexão sincera e honesta, sobre a sua  possível posição religiosa ou pretensa neutralidade espiritual, para que de forma franca você  possa, depois,  decidir-se pela verdadeira recepção ao evangelho de Cristo.

2. Religiosidade

A religiosidade pode ser entendida como um sentimento ou disposição favorável à religião ou, ainda, como algum tipo de envolvimento com ela.
Essa religiosidade leva o indivíduo a ter algum apreço pelo ensino, tradição e liturgia religiosa, praticada no contexto da religião com que teve ou tem contato.
Há indivíduos que nasceram ou cresceram num  ambiente familiar, notadamente, religioso de cunho cristão ou não, e que acabaram absorvendo a tradição religiosa da família. Outros, posteriormente, tornaram-se adeptos de religiões cristãs ou não. O fato é que a religiosidade ou a religião em si, não assegura uma realidade de vida espiritual sintonizada com Deus e Seu Filho. 
Observe que os interlocutores diretos do Senhor Jesus no texto de Mt 12:22-32 eram os fariseus, membros da principal seita religiosa naqueles dias.
Estes religiosos aferraram-se ao rigor das suas doutrinas, tradições e rituais, de tal forma, que ficaram  entorpecidos e não se posicionaram a favor do Cristo. Na verdade, eles foram opositores ferrenhos  do Senhor Jesus, veja os textos de João 9:16 e  Mateus 12:14.
Convém, destacar que freqüentemente, as religiões são mais opositoras do que aliadas do Senhor.  São sistemas humanos, ardilosamente, desenvolvidos com base num conjunto  doutrinário que contempla muito ensino e prática, resultante de pensamentos e tradições humanas, cuja essência está destituída do verdadeiro Espírito de Cristo.

2.1 O Perfil das Religiões

Em linhas gerais, podemos identificar, no texto de Marcos 7: 1-23, sete características prevalecentes na constituição da religião farisaica e que de modo geral é comum às religiões, independentemente, da origem, credo ou ritual, são elas:

1. Tradição Humana – versos 3 , 5,  8 , 9b, 13a; - (Hipervalorização do legado humano).
2. Observâncias exteriores (Usos e Costumes ) – verso 4; 
3. Honraria teórica e verbal – (Falácia)  verso  6; 
4. Coração longe do Senhor (Superficialidade Espiritual) – verso 6b; 
5. Adoração vã, destituída de conteúdo – verso 7a; 
6. Doutrinamento humano (ensinamento falso) versos 7b, 11,12;
7. Desobediência à palavra de Deus – verso 8a , 9a ; 12,13a;

Estas características evidenciam um distanciamento enorme entre  a religião/religiosidade e a verdadeira recepção ao evangelho do Senhor Jesus.
Observe, agora,  o texto de Ap. 3:15-16: “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente!”

“Assim, porque és morno e nem és quente ou frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca”, ele, sintetiza bem a religiosidade manifestada pela igreja de Laodicéia, que resultou numa  contundente desaprovação e insatisfação do Senhor Jesus: “estou a ponto de vomitar-te da minha boca.” A mornidão, refere-se a religiosidade, que na realidade foi evidenciada, pelas   obras (verso 15a), pelo senti-mento de auto-suficiência, (verso 17a), e ausência de comunhão pessoal com Cristo (verso 20), isto é: uma vida desassociada de uma relação íntima com o Senhor.
Este último aspecto é salientado  por Jesus da seguinte forma: “Eis que estou à porta e bato se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo”. Neste ponto, observamos que o Senhor Jesus, indica  que está excluído da comunhão pessoal e real, com os membros da igreja de Laodicéia. Ele encontra-se no lado de fora,   separado, apartado da intimidade da igreja. Por isso, Ele se apre-senta para buscar com aqueles que o ouvirem e se abrirem para recebê-lo, uma comunhão íntima. Para isto, Ele espera ser recepcionado com sinceridade, sem reservas, por uma disposição genuína de compro-metimento com Ele e Seu reino.

Nas lições, seguintes, veremos como poderemos nos abrir, efetivamente, para recebê-lo e vivenciar uma realidade de vida em comunhão com Cristo. 

3. O Neutralismo Espiritual

Há uma corrente de pensamento humanista que acredita num possível posicionamento de neutralidade em relação às coisas espirituais. Para essa linha de pensamento a neutralidade, pretensamente, os  isenta das influências e dos prováveis efeitos espirituais. Observe, no entanto, que o próprio Senhor Jesus exige um posicionamento definido dos homens: conhecendo e abraçando-o ou  ignorando e rejeitando-o. A seguinte  citação do Senhor Jesus: “Quem não é por mim é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha”. (Mt 12:30), deixa evidente que Ele não considera a neutralidade detonando, desta forma, o frágil fundamento do neutralismo espiritual.
A referida afirmação do Senhor Jesus foi feita num contexto de esclarecimento da existência de dois reinos: o reino de Deus e o reino de Satanás (Mt 12:22-32 e Lc 11:14-23).Veja que Ele deixa  claro que os homens têm apenas duas opções: ser por Ele, recebê-lo, aceitá-lo ou estar contra Ele, e neste último caso isto implica, automaticamente, em estar a favor de Satanás.
No mundo espiritual, a famosa e popular expressão: “em cima do muro” que denota indecisão, indiferença ou neutralidade, não encontra paralelo. Invariável-mente, todos os homens, acabam se posicionando, de forma positiva e consciente ajuntando com Cristo, vinculando–se a Ele, ou de forma negativa, consciente ou inconscientemente, espalhando - dispersando-se de uma relação com Ele. Não se engane, a indiferença espiritual, além de não imunizar dos efeitos negativos do mundo espiritual, apenas ratifica o posicionamento contrário a Cristo e ao Seu reino.

Questionário

1.Qual é a definição de religiosidade?

  

2. Cite e escreva o texto bíblico que não admite o neutralismo espiritual.


   
3. Mencione as 7 características do perfil das religiões


  
4. Quais as conseqüências da indiferença espiritual?


5. Mencione os três aspectos marcantes da mornidão (religiosidade) da igreja de Laodicéia.


   
6. Leia os capítulos de 1 a 3 do evangelho de Marcos.

  
7. Memorização da Palavra

“Eis que estou à porta e bato se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo”. (Ap.3:20) 

Observação: Os interessados na continuidade das lições deste volume, deverão enviar um e-mail, solicitando. Não haverá nenhum tipo de custo, apenas queremos ter uma ideia do quanto isto lhe poderá ser útil.