SÉRIE O EVANGELHO
PREFÁCIO DA SÉRIE
Ela procura apresentar de forma
sistemática, o Evangelho do Senhor Jesus Cristo, com o propósito de levar o
leitor/estudante a Conhecer, Receber e Praticar o Evangelho, para manifestar
uma vida de dedicação e compromisso com Senhor Jesus e o Seu Reino.
Esta Série foi
redigida em três volumes, obedecendo uma estrutura sequencial e didática, que
permite uma interação entre eles para o alcance do propósito citado.
Cada volume da Série apresenta
uma formatação adequada para aplicação em grupos pequenos, como: classes de
escolas dominicais, grupos familiares, caseiros, celulares e outros de estudos
bíblicos, onde os seus participantes possam interagir entre si e com a palavra
de Deus.
As lições de cada volume são,
relativamente, breves e no final
apresentam um questionário curto, para revisão e fixação do conteúdo, um
texto bíblico para memorização e a indicação de leitura dos evangelhos.
O empenho e a disciplina do
leitor/estudante, na prática dos exercícios propostos, no final de cada lição,
levará o mesmo a concluir, simultaneamente, o estudo da Série e a leitura dos
quatro evangelhos.
. Volume 1 - Conhecendo o Evangelho
“O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por
intermédio dele, mas o mundo não o conheceu”.
(Jo.1:10)
INTRODUÇÃO
Neste volume, o leitor/estudante
terá uma visão panorâmica da vida do Senhor Jesus Cristo, que é o cerne do
evangelho.
Focalizaremos a divindade e
humanidade do Senhor Jesus: a sua preexistência, sua encarnação, nascimento,
infância, adolescência maturidade, ministério, morte, ressurreição, ascensão e
a futura segunda vinda.
Sinceramente, rogo a Deus para
que o Seu Espírito Santo, fiel e consagrado mestre, possa efetivamente, revelar
o Filho de Deus, aos leitores e estudantes deste primeiro volume e série.
@ Lição 1 – Desmistificando a
Religiosidade e o Neutralismo Espiritual
“A experiência provê a
dolorosa prova de que as tradições, uma vez
engendradas, são primeiramente tidas como úteis, depois consideradas
necessárias, até finalmente serem transformadas em ídolos. Todos têm que se
curvar diante delas ou haverá punição.” - J.C. Ryle
1- Introdução
Abrimos este volume
com esta lição, justamente, porque
pretendemos considerar alguns empecilhos à
verdadeira recepção ao Evangelho de Cristo. Nesta primeira lição,
destacamos: a religiosidade e o neutra-lismo espiritual. Queremos com
isto desmistificar, remover o engano
que, sutilmente, permeia a religiosidade e o “neutralismo” espiritual. Ambos
supõem, respectivamente, adesão e isenção. Mas, na realidade, veremos que não são suficientes para eximirem os
homens de uma tomada de decisão real e séria sobre a recepção ou não do
evangelho do Senhor Jesus.
Esta lição e volume vêm, portanto, convidar você,
leitor/estudante, a uma reflexão sincera e honesta, sobre a sua possível posição religiosa ou pretensa
neutralidade espiritual, para que de forma franca você possa, depois, decidir-se pela verdadeira recepção ao
evangelho de Cristo.
2. Religiosidade
A religiosidade pode ser entendida como um sentimento ou
disposição favorável à religião ou, ainda, como algum tipo de envolvimento com
ela.
Essa religiosidade leva o indivíduo a ter algum apreço
pelo ensino, tradição e liturgia religiosa, praticada no contexto da religião
com que teve ou tem contato.
Há indivíduos que nasceram ou cresceram num ambiente familiar, notadamente, religioso de
cunho cristão ou não, e que acabaram absorvendo a tradição religiosa da
família. Outros, posteriormente, tornaram-se adeptos de religiões cristãs ou
não. O fato é que a religiosidade ou a religião em si, não assegura uma
realidade de vida espiritual sintonizada com Deus e Seu Filho.
Observe que os interlocutores diretos do Senhor Jesus no
texto de Mt 12:22-32 eram os fariseus, membros da principal seita religiosa
naqueles dias.
Estes religiosos aferraram-se ao rigor das suas doutrinas,
tradições e rituais, de tal forma, que ficaram
entorpecidos e não se posicionaram a favor do Cristo. Na verdade, eles
foram opositores ferrenhos do Senhor
Jesus, veja os textos de João 9:16 e Mateus 12:14.
Convém, destacar que freqüentemente, as religiões são
mais opositoras do que aliadas do Senhor.
São sistemas humanos, ardilosamente, desenvolvidos com base num conjunto doutrinário que contempla muito ensino e
prática, resultante de pensamentos e tradições humanas, cuja essência está
destituída do verdadeiro Espírito de Cristo.
2.1 O Perfil das Religiões
Em linhas gerais, podemos identificar, no texto de Marcos
7: 1-23, sete características prevalecentes na constituição da religião farisaica
e que de modo geral é comum às religiões, independentemente, da origem, credo
ou ritual, são elas:
1. Tradição Humana – versos 3 , 5, 8 , 9b, 13a; - (Hipervalorização do legado
humano).
2. Observâncias exteriores (Usos e Costumes ) – verso 4;
3. Honraria teórica e verbal – (Falácia) verso
6;
4. Coração longe do Senhor (Superficialidade Espiritual) –
verso 6b;
5. Adoração vã, destituída de conteúdo – verso 7a;
6. Doutrinamento humano (ensinamento falso) versos 7b,
11,12;
7. Desobediência à palavra de Deus – verso 8a ,
9a ; 12,13a;
Estas características evidenciam um distanciamento enorme
entre a religião/religiosidade e a
verdadeira recepção ao evangelho do Senhor Jesus.
Observe, agora, o
texto de Ap. 3:15-16: “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente.
Quem dera fosses frio ou quente!”
“Assim, porque és morno e nem és quente ou frio, estou
a ponto de vomitar-te da minha boca”, ele, sintetiza bem a religiosidade manifestada pela
igreja de Laodicéia, que resultou numa
contundente desaprovação e insatisfação do Senhor Jesus: “estou a
ponto de vomitar-te da minha boca.” A mornidão, refere-se a religiosidade,
que na realidade foi evidenciada, pelas
obras (verso 15a), pelo senti-mento de auto-suficiência, (verso 17a), e
ausência de comunhão pessoal com Cristo (verso 20), isto é: uma vida
desassociada de uma relação íntima com o Senhor.
Este último aspecto é salientado por Jesus da seguinte forma: “Eis que
estou à porta e bato se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em
sua casa e cearei com ele, e ele comigo”. Neste ponto, observamos que o Senhor
Jesus, indica que está excluído da
comunhão pessoal e real, com os membros da igreja de Laodicéia. Ele encontra-se
no lado de fora, separado, apartado da
intimidade da igreja. Por isso, Ele se apre-senta para buscar com aqueles que o
ouvirem e se abrirem para recebê-lo, uma comunhão íntima. Para isto, Ele
espera ser recepcionado com sinceridade, sem reservas, por uma disposição
genuína de compro-metimento com Ele e Seu reino.
Nas lições, seguintes, veremos como poderemos nos abrir,
efetivamente, para recebê-lo e vivenciar uma realidade de vida em comunhão com
Cristo.
3.
O Neutralismo Espiritual
Há uma corrente de pensamento humanista que acredita num
possível posicionamento de neutralidade em relação às coisas espirituais.
Para essa linha de pensamento a neutralidade, pretensamente, os isenta das influências e dos prováveis
efeitos espirituais. Observe, no entanto, que o próprio Senhor Jesus exige um
posicionamento definido dos homens: conhecendo e abraçando-o ou ignorando e rejeitando-o. A seguinte citação do Senhor Jesus: “Quem não é por
mim é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha”. (Mt 12:30), deixa
evidente que Ele não considera a neutralidade detonando, desta forma, o frágil
fundamento do neutralismo espiritual.
A referida afirmação do Senhor Jesus foi feita num
contexto de esclarecimento da existência de dois reinos: o reino de Deus e o
reino de Satanás (Mt 12:22-32 e Lc 11:14-23).Veja que Ele deixa claro que os homens têm apenas duas opções:
ser por Ele, recebê-lo, aceitá-lo ou estar contra Ele, e neste último caso isto
implica, automaticamente, em estar a favor de Satanás.
No mundo espiritual, a famosa e popular expressão: “em
cima do muro” que denota indecisão, indiferença ou neutralidade, não encontra
paralelo. Invariável-mente, todos os homens, acabam se posicionando, de forma
positiva e consciente ajuntando com Cristo, vinculando–se a Ele, ou de forma
negativa, consciente ou inconscientemente, espalhando - dispersando-se de uma
relação com Ele. Não se engane, a indiferença espiritual, além de não imunizar
dos efeitos negativos do mundo espiritual, apenas ratifica o posicionamento
contrário a Cristo e ao Seu reino.
Questionário
1.Qual é a definição de religiosidade?
2. Cite e escreva o texto bíblico que não admite o
neutralismo espiritual.
3. Mencione as 7 características do perfil das religiões
4. Quais as conseqüências da indiferença espiritual?
5. Mencione os três aspectos marcantes da mornidão
(religiosidade) da igreja de Laodicéia.
6. Leia os capítulos de 1 a 3 do evangelho de Marcos.
7. Memorização da Palavra
“Eis que estou à porta e bato se alguém ouvir a minha
voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo”. (Ap.3:20)
Observação: Os interessados na continuidade das lições deste volume, deverão enviar um e-mail, solicitando. Não haverá nenhum tipo de custo, apenas queremos ter uma ideia do quanto isto lhe poderá ser útil.