segunda-feira, 2 de setembro de 2013

@ LIÇÃO  3 - A Preexistência de Cristo


3.1 Introdução

Pelos tópicos anteriores,  vimos que o objetivo final deste livreto é levar-nos ao conhecimento do Evangelho, como é o seu tema . E isto implica em conhecer e tocar a pessoa do Senhor Jesus Cristo, o qual é a essência do evangelho. Este conhecimento não se limita, simplesmente, na aquisição de informações sobre esta Pessoa e nem se fundamenta no conhecimento intelectual. Mas o verdadeiro conhecimento indicado pelo verbo grego: ginosco, citado em Jo. 1:10 e em tantos outros textos, mostra-nos que este conhecimento emana de uma relação pessoal, certa e íntima com o Senhor Jesus. Este conhecimento cresce na mesma proporção que  nos relacionamos com Ele e sua Palavra. Por isso, neste tópico, focalizaremos com mais  precisão e empenho, esta Pessoa; entendendo que a busca do Seu conhecimento é de extrema importância e preciosidade para as nossas vidas; justificando, inclusive, a perda e o abandono de todas as coisas, como disse o apóstolo Paulo: "Sim, deverás considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para conseguir Cristo” (Fp. 3:8). Paulo não hesitou em abrir mão das tradições religiosas nas  quais fora criado e instruído; assim como, não titubeou em abandonar posições e cargos religiosos, que ocupava, quando entendeu que estas tradições e cargos não o levariam ao verdadeiro conhecimento de Cristo.       

3.2 - A Preexistência de Cristo

Quando se busca conhecer de verdade, alguma pessoa, há aqueles se  empenham em conhecer a sua história, do berço ao túmulo, do nascimento à morte. Outras, ainda mais desejosas de um conhecimento mais completo da personagem em estudo, buscam conhecer os seus antepassados e o contexto em que sua história desenrolou-se. Se procedermos somente desta forma, certamente não alcançaremos o conhecimento pleno do Senhor Jesus, porque  a sua vida e existência não se limitam ao nascimento  e à morte; dois marcos comuns a todo ser humano.
O Senhor Jesus é o único homem que apresenta caracterís-ticas incomuns a toda humani-dade; dentre elas, a  preexistên-cia. Esta qualidade é uma dentre tantas outras que indicam a sua Divindade .  

a)      Profecias que afirmam Sua Preexistência

Cerca de 740 anos antes de Cristo, o profeta Isaías profetiza sobre a pessoa do Senhor Jesus, dizendo : " Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu ; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será : Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade , Príncipe da Paz;” (Is. 9:6). Este texto afirma com clareza e precisão a divindade de Cristo, mostrando entre outras qualidades, a sua preexistência, pela expressão – “Pai da Eternidade”, indicando que Ele é eterno .
O profeta Miquéias concorda com  Isaías, quando profetizou cerca de 700 anos antes de Cristo, dizendo: " E tu, Belém-Efrata, pequena demais para figurar como o grupo de milhares de Judá, de ti  me sairá o que há de reinar em Israel, e cujas as origens são desde os tempos antigos , desde os dias da eternidade” ( Miq. 5:2 ).

b)     Jesus afirma a Sua pre-existência

No evangelho de João, o Senhor Jesus fez afirmações com total segurança sobre a sua preexistência, dizendo: " ... Em verdade  em verdade vos digo: antes que Abraão existisse, Eu Sou”  ( Jo. 8:58 );

 "E agora, glorifica-me ó Pai, contigo mesmo, com a glória que eu tive junto de ti, antes que houvesse mundo. ( Jo. 17:5 ).

c)      Outros registros neotestametário que afirmam a preexistência de Cristo

O apóstolo João no seu evangelho, afirma a preexistência de Cristo, dizendo:

" No princípio era o Verbo , e o Verbo estava com Deus e o Verbo   era   Deus”  ( Jo.1:1 ).   
"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e verdade , e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai”  ( Jo1:14 ).

O Verbo (Palavra) é uma menção direta a Jesus, como podemos ver no versículo 14.
O mesmo apóstolo, no seu livro Apocalipse, ouviu outra declaração de Cristo sobre a  sua própria preexistência:
"Eu sou o Alfa e Ômega, o Primeiro e o Último, o Princípio e o Fim.” ( Ap. 22:13 ). 
 
E, concluindo, na carta aos Hebreus, o autor confirma a preexistência do Senhor, fazendo uma analogia com a pessoa do sacerdote Melquizedeque, que viveu nos dias de Abraão.  Melquizedeque foi uma figura  de Cristo, e isto é visto pelo autor da carta, quando ele diz:

 " ... sem pai, sem mãe, sem genealogia; que não teve princípio de dias , nem fim de existência, entretanto, feito semelhante ao Filho de Deus , permanece. sacerdote perpetuamente”. Esta declaração, também, afirma  a preexistência e eternidade de Cristo.

Questionário

1- Segundo o texto de Filipenses 3:8, em que implica conhecer a Cristo ?


2 - Cite uma das características de Cristo que indica a sua Divindade.


3- O que indica a expressão Pai da Eternidade ?


4 - Quais são os textos em que Jesus afirma a sua preexistência?



5- O "Verbo" citado no texto do evangelho de João, refere-se a qual pessoa? Justifique . 




6- Leia  os  capítulos  4  a  6  do
    evangelho de Mateus.


7- Decore o texto :

"E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai" ( Jo1:14)


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