@ Lição 6 - O Ministério de Jesus
a) Introdução
Os evangelistas concentraram os
seus escritos, majoritariamente, sobre o Ministério[1] de
Jesus, que iniciou-se aos trinta anos de idade. (Lc 3:23) O Seu ministério
teve uma duração aproximada de 3 anos e
meio. Este tempo ministerial foi extremamente
produtivo e suficiente para que o Senhor realizasse tudo aquilo que o Pai havia
determinado. O seu ministério rendeu a compilação de um grande volume dos seus
feitos e ensinos (4 evangelhos).
b) O Batismo de Jesus
Um pouco antes de Jesus iniciar o
seu Ministério, Ele foi batizado, aos 30 anos de idade, por João Batista, no
rio Jordão (Mt 3:13-17). Este texto mostra-nos o quanto Jesus insistiu, decididamente,
em ser batizado; mes-mo sem precisar,
pois jamais cometera pecado Hb 4:15. No entanto, Ele desejava tão somente se
submeter à palavra de Deus, através do
minis-tério de João Batista, e assim cumprir toda a justiça.
c) A Descida do Espírito Santo e o Testemunho de Deus
Logo após o Seu batismo nas
águas, o Espírito Santo desceu sobre Ele e Deus, o Pai, testemunhou acerca de
Jesus, declarando a sua filiação e o Seu
imenso prazer Nele (Mt 3:17).
Esta declaração mostra-nos que
Jesus agradou plenamente a Deus, durante os 30 anos de vida; sendo com toda
certeza, um bom filho, irmão, profissional e homem. Jesus recebeu a
autenticação divina acerca da sua filiação e a aprovação pelo seu viver comum, no contexto fami-liar, profissional e
social.
d) A Tentação de Jesus
Depois do seu batismo, Jesus foi
conduzido pelo Espírito, ao deserto, para ser tentado pelo diabo ( Mt.4:1-11) .
Aqui, vemos o primeiro confronto
direto entre a semente da mulher (Jesus) e a serpente (o diabo). Neste
confronto, e em todos os seguintes, a
semente da mulher foi vitoriosa. Aleluia! Jesus não se curvou aos encantos da
serpente, mas permaneceu, inteiramente, sob o governo de Deus, resistindo e por
fim, rechaçando o diabo pelo poder da Palavra de Deus. Aleluia!!
e) A Amplitude do Ministério do Senhor Jesus
O Senhor Jesus estava convicto da
sua vocação para o ministério, tanto que aos doze anos de idade, já revelara
uma consciência comprometida com "os negócios do Pai" (Lc 2:42, 49). Aos 30
anos de idade, Ele faz a seguinte leitura no livro do profeta Isaías:
"O Espírito do Senhor está sobre
mim, pelo que me ungiu a pregar o evangelho aos pobres; enviou-me para
proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em
liberdade os oprimidos e apregoar o ano aceitável do Senhor” (Lc 4:18-19). E com a mesma consciência de propósito, não
hesitou em declarar aos seus ouvintes: "Hoje se cumpriu esta Escritura que acabais de ouvir” (Lc 4:21). Este
texto delineia o ministério de Jesus e mostra-nos que Ele foi ungido para um
ministério pleno, para atender às
necessidades de todos os homens, de todos os tempos e em todas as esferas -
espírito, alma e corpo.
Este fato se dá não somente pelo
legado escrito, deixado pelos apóstolos; mas também, porque a igreja como
extensão de Cristo (corpo), ungida pelo mesmo Espírito Santo, é o agente de
continuidade e manifestação do Seu ministério ao longo dos séculos e em todas
as gerações. No texto de Lc 4:18-19, estão listadas quatro
características que, num certo sentido, são comuns à toda humanidade.
São elas: pobres, cativos, cegos e oprimidos. Assim, podemos dizer que,
invariavelmente, elas retratam o perfil
da humanidade de todas as épocas e lugares.
A primeira característica identificada
no texto é a pobreza. Veja: “... Ele
me ungiu para evangelizar os pobres...” Uma definição de pobre, pode ser
considerada como: estado ou qualidade daquele que não tem autonomia ou
capacidade, para suprimento próprio das suas necessidades básicas. Ampliando
o sentido desta definição, podemos dizer que a verdadeira pobreza e miséria
humana, está centrada, exatamente, na sua incapacidade de atender por si só, as
suas necessidades espirituais,
psicológicas e físicas, as quais são referenciadas no texto, como veremos mais
abaixo. Desta forma, a pobreza humana passa pelo: espírito cativo (cativeiro
espiritual), alma oprimida e corpo doente.
Para esta neces-sidade humana, o
Senhor Jesus vem proclamar o evangelho, as boas novas do reino de Deus, que é a
provisão necessária para atender o homem na sua plenitude, e assim,
torná-lo rico (2 Co. 8:9).
Observando mais atentamente estas
características, podemos verificar que elas estão diretamente vinculadas, às
seguintes áreas da vida humana:
Espiritual (espírito) - “..Proclamar
libertação aos Cativos...” Esta faceta do ministério do Senhor, vem de
encontro à seguinte realidade: toda a humanidade nasce e vive, até que seja
liberta por Cristo, sob um cativeiro espiritual, que teve origem em Adão,
quando este foi subjugado pela força da astúcia, engano e tentação do inimigo.
Isto levou Adão a rebelar–se contra Deus e sua palavra, o que resultou na
quebra de comunhão/relacionamento entre
ele e Deus. Assim, automaticamente, Adão submeteu-se à tirania de Satanás e do
pecado, transferindo este péssimo legado a todos os seus descendentes.. (Gn 2:17
com Gn 3:1-6, Rm 5:12,17-19, 2 Co11:3, Tm2:26 e Jo 8:34,36)
Psicológica: (relativo
à psique, alma. A
alma compreende a sede da razão/intelecto, da vontade e emoções)“...Por
em liberdade os oprimi-dos...” A opressão é um mal que aflige a alma,
sendo, muitas vezes, imposta pela culpa,
medo, vergonha, ansiedade, etc. Após o pecado, Adão apresentou problemas na
alma, como: culpa, vergonha, medo e angústia (Gn 3:16, 7b e 10 com Rm 2:9, Ed.
9:6 e Sl 38:4). O Senhor Jesus veio libertar os oprimidos, substituindo o peso enfadonho
da opressão, pelo seu fardo leve e jugo suave, disponibilizando alivio e
descanso para alma. (Mt11: 28-30). Isto implica na remoção da
culpa, medo, ansiedade e angústia. (Cl
1:22, Rm 8:15, 1Pe 5:7 e 1Cr 13:21)
Física (corpo) – “...
Restaurar vistas aos cegos...” No texto grego, refere-se à cura de uma
deficiência física, sinalizando que o Senhor Jesus veio também, ministrar ao
corpo humano, frágil e limitado, liberando cura a diversas e numerosas doenças
e enfermidades; além de, até mesmo ressuscitar mortos, minimizando a dor e o
sofrimento humano. (Mt 4: 23; 9:35, Lc
7:11-17,22, 9:6, Jo 11:1-46) Veja a fig.
2 que exemplifica o citado neste tópico.
Como citamos anteriormente, o ministério do Senhor Jesus
foi extrema-
mente produtivo e frutífero, a ponto do evangelista João declarar: “Há,
porém, ainda muitas outras cousas que Jesus fez. Se todas elas fossem relatadas
uma por uma, creio eu que nem no mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos.
(Jo1:25) No entanto, o ministério do
Senhor Jesus não limitou-se somente aos
seus maravilhosos feitos e ensinamentos,
mas incluiu o derramar da sua vida em favor da humanidade, como Ele
mesmo afirmou: "Pois o próprio Filho
do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate
por muitos". (Mc. 10:45)
Questionário
1) Qual foi o instrumento
usado por Jesus para derrotar o diabo no texto de Mt 4:1-11 ?
2) O que significa a
declaração de Deus, o Pai, no texto de
Mt 3:17 ?
3) Num certo sentido, qual
é o perfil da humanidade de todas as épocas e lugares?
4) Relacione os benefícios
proporcionados pelo Senhor Jesus, para o espírito, alma e corpo do homem.
5) Observe o texto de Lc 4:18-19, e relacione-o com as áreas da vida humana.
6) Leia os capítulos 13 a
15 do evangelho de Mateus.
7) Memorize o texto:
“ agora, porém, vos reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua
morte, para apresentar-vos perante Ele
santos, inculpáveis e irrepreensíveis” (Cl. 1:22).

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