domingo, 7 de abril de 2013

Série Evangelho


SÉRIE O EVANGELHO


PREFÁCIO DA SÉRIE


A Série “O Evangelho” é um instrumento de evangelismo e de fundamentação dos neófitos na fé cristã.

Ela procura apresentar de forma sistemática, o Evangelho do Senhor Jesus Cristo, com o propósito de levar o leitor/estudante a Conhecer, Receber e Praticar o Evangelho, para manifestar uma vida de dedicação e compromisso com Senhor Jesus e o Seu Reino.

Esta  Série foi  redigida em três volumes, obedecendo uma estrutura sequencial e didática, que permite uma interação entre eles para o alcance do propósito citado.

Cada volume da Série apresenta uma formatação adequada para aplicação em grupos pequenos, como: classes de escolas dominicais, grupos familiares, caseiros, celulares e outros de estudos bíblicos, onde os seus participantes possam interagir entre si e com a palavra de Deus.

As lições de cada volume são, relativamente, breves e no final  apresentam um questionário curto, para revisão e fixação do conteúdo, um texto bíblico para memorização e a indicação de leitura dos evangelhos.

O empenho e a disciplina do leitor/estudante, na prática dos exercícios propostos, no final de cada lição, levará o mesmo a concluir, simultaneamente, o estudo da Série e a leitura dos quatro evangelhos.



. Volume 1 - Conhecendo o Evangelho 




“O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por
intermédio dele, mas o mundo não o conheceu”.
                                                                              (Jo.1:10)


INTRODUÇÃO

  
Neste volume, o leitor/estudante terá uma visão panorâmica da vida do Senhor Jesus Cristo, que é o cerne do evangelho.

Focalizaremos a divindade e humanidade do Senhor Jesus: a sua preexistência, sua encarnação, nascimento, infância, adolescência maturidade, ministério, morte, ressurreição, ascensão e a futura segunda vinda.

Sinceramente, rogo a Deus para que o Seu Espírito Santo, fiel e consagrado mestre, possa efetivamente, revelar o Filho de Deus, aos leitores e estudantes deste primeiro volume e série.




@ Lição 1 – Desmistificando a Religiosidade e o Neutralismo Espiritual

“A experiência provê a dolorosa prova de que as tradições, uma vez  engendradas, são  primeiramente tidas como úteis, depois consideradas necessárias, até finalmente serem transformadas em ídolos. Todos têm que se curvar diante delas ou haverá punição.” - J.C. Ryle

1- Introdução

Abrimos este  volume com esta   lição, justamente, porque pretendemos considerar alguns empecilhos à  verdadeira recepção ao Evangelho de Cristo. Nesta primeira lição, destacamos: a religiosidade e o neutra-lismo espiritual. Queremos com isto  desmistificar, remover o engano que, sutilmente, permeia a religiosidade e o “neutralismo” espiritual. Ambos supõem, respectivamente, adesão e isenção. Mas, na realidade, veremos  que não são suficientes para eximirem os homens de uma tomada de decisão real e séria sobre a recepção ou não do evangelho do Senhor Jesus.
Esta lição e volume vêm, portanto, convidar você, leitor/estudante, a uma reflexão sincera e honesta, sobre a sua  possível posição religiosa ou pretensa neutralidade espiritual, para que de forma franca você  possa, depois,  decidir-se pela verdadeira recepção ao evangelho de Cristo.

2. Religiosidade

A religiosidade pode ser entendida como um sentimento ou disposição favorável à religião ou, ainda, como algum tipo de envolvimento com ela.
Essa religiosidade leva o indivíduo a ter algum apreço pelo ensino, tradição e liturgia religiosa, praticada no contexto da religião com que teve ou tem contato.
Há indivíduos que nasceram ou cresceram num  ambiente familiar, notadamente, religioso de cunho cristão ou não, e que acabaram absorvendo a tradição religiosa da família. Outros, posteriormente, tornaram-se adeptos de religiões cristãs ou não. O fato é que a religiosidade ou a religião em si, não assegura uma realidade de vida espiritual sintonizada com Deus e Seu Filho. 
Observe que os interlocutores diretos do Senhor Jesus no texto de Mt 12:22-32 eram os fariseus, membros da principal seita religiosa naqueles dias.
Estes religiosos aferraram-se ao rigor das suas doutrinas, tradições e rituais, de tal forma, que ficaram  entorpecidos e não se posicionaram a favor do Cristo. Na verdade, eles foram opositores ferrenhos  do Senhor Jesus, veja os textos de João 9:16 e  Mateus 12:14.
Convém, destacar que freqüentemente, as religiões são mais opositoras do que aliadas do Senhor.  São sistemas humanos, ardilosamente, desenvolvidos com base num conjunto  doutrinário que contempla muito ensino e prática, resultante de pensamentos e tradições humanas, cuja essência está destituída do verdadeiro Espírito de Cristo.

2.1 O Perfil das Religiões

Em linhas gerais, podemos identificar, no texto de Marcos 7: 1-23, sete características prevalecentes na constituição da religião farisaica e que de modo geral é comum às religiões, independentemente, da origem, credo ou ritual, são elas:

1. Tradição Humana – versos 3 , 5,  8 , 9b, 13a; - (Hipervalorização do legado humano).
2. Observâncias exteriores (Usos e Costumes ) – verso 4; 
3. Honraria teórica e verbal – (Falácia)  verso  6; 
4. Coração longe do Senhor (Superficialidade Espiritual) – verso 6b; 
5. Adoração vã, destituída de conteúdo – verso 7a; 
6. Doutrinamento humano (ensinamento falso) versos 7b, 11,12;
7. Desobediência à palavra de Deus – verso 8a , 9a ; 12,13a;

Estas características evidenciam um distanciamento enorme entre  a religião/religiosidade e a verdadeira recepção ao evangelho do Senhor Jesus.
Observe, agora,  o texto de Ap. 3:15-16: “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente!”

“Assim, porque és morno e nem és quente ou frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca”, ele, sintetiza bem a religiosidade manifestada pela igreja de Laodicéia, que resultou numa  contundente desaprovação e insatisfação do Senhor Jesus: “estou a ponto de vomitar-te da minha boca.” A mornidão, refere-se a religiosidade, que na realidade foi evidenciada, pelas   obras (verso 15a), pelo senti-mento de auto-suficiência, (verso 17a), e ausência de comunhão pessoal com Cristo (verso 20), isto é: uma vida desassociada de uma relação íntima com o Senhor.
Este último aspecto é salientado  por Jesus da seguinte forma: “Eis que estou à porta e bato se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo”. Neste ponto, observamos que o Senhor Jesus, indica  que está excluído da comunhão pessoal e real, com os membros da igreja de Laodicéia. Ele encontra-se no lado de fora,   separado, apartado da intimidade da igreja. Por isso, Ele se apre-senta para buscar com aqueles que o ouvirem e se abrirem para recebê-lo, uma comunhão íntima. Para isto, Ele espera ser recepcionado com sinceridade, sem reservas, por uma disposição genuína de compro-metimento com Ele e Seu reino.

Nas lições, seguintes, veremos como poderemos nos abrir, efetivamente, para recebê-lo e vivenciar uma realidade de vida em comunhão com Cristo. 

3. O Neutralismo Espiritual

Há uma corrente de pensamento humanista que acredita num possível posicionamento de neutralidade em relação às coisas espirituais. Para essa linha de pensamento a neutralidade, pretensamente, os  isenta das influências e dos prováveis efeitos espirituais. Observe, no entanto, que o próprio Senhor Jesus exige um posicionamento definido dos homens: conhecendo e abraçando-o ou  ignorando e rejeitando-o. A seguinte  citação do Senhor Jesus: “Quem não é por mim é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha”. (Mt 12:30), deixa evidente que Ele não considera a neutralidade detonando, desta forma, o frágil fundamento do neutralismo espiritual.
A referida afirmação do Senhor Jesus foi feita num contexto de esclarecimento da existência de dois reinos: o reino de Deus e o reino de Satanás (Mt 12:22-32 e Lc 11:14-23).Veja que Ele deixa  claro que os homens têm apenas duas opções: ser por Ele, recebê-lo, aceitá-lo ou estar contra Ele, e neste último caso isto implica, automaticamente, em estar a favor de Satanás.
No mundo espiritual, a famosa e popular expressão: “em cima do muro” que denota indecisão, indiferença ou neutralidade, não encontra paralelo. Invariável-mente, todos os homens, acabam se posicionando, de forma positiva e consciente ajuntando com Cristo, vinculando–se a Ele, ou de forma negativa, consciente ou inconscientemente, espalhando - dispersando-se de uma relação com Ele. Não se engane, a indiferença espiritual, além de não imunizar dos efeitos negativos do mundo espiritual, apenas ratifica o posicionamento contrário a Cristo e ao Seu reino.

Questionário

1.Qual é a definição de religiosidade?

  

2. Cite e escreva o texto bíblico que não admite o neutralismo espiritual.


   
3. Mencione as 7 características do perfil das religiões


  
4. Quais as conseqüências da indiferença espiritual?


5. Mencione os três aspectos marcantes da mornidão (religiosidade) da igreja de Laodicéia.


   
6. Leia os capítulos de 1 a 3 do evangelho de Marcos.

  
7. Memorização da Palavra

“Eis que estou à porta e bato se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo”. (Ap.3:20) 

Observação: Os interessados na continuidade das lições deste volume, deverão enviar um e-mail, solicitando. Não haverá nenhum tipo de custo, apenas queremos ter uma ideia do quanto isto lhe poderá ser útil.   


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