quinta-feira, 19 de junho de 2014

@ Lição 2 – A  Receptividade ao Evangelho de Cristo


1.      Introdução

Uma vez exposto as ineficiências da religiosidade e do neutralismo espiritual e o respectivo banimento dos seus falsos conceitos, podemos prosseguir na identificação e entendimento da verdadeira aceitação ao evangelho do Senhor Jesus Cristo.
Nesta lição veremos como poderemos, efetivamente, receber  o evan-gelho de Cristo, verificar as nuances e profundidade deste ato, que excede a postura religiosa e que nada tem haver com o pseudo-neutralismo espiritual.


2.      Recebendo o Evangelho

A efetiva recepção ao evangelho de Cristo se fundamenta numa atitude, multifacetada, composta de: voluntariedade, fé, simplicidade, humildade,  alegria e extremo senso de urgência.   Veremos, abaixo, cada faceta desta atitude, verdadeiramente, receptiva e acolhedora ao evangelho de Cristo.

2.1  Voluntariedade e Racionalidade

Receber, aceitar deve ser um ato de legítima e livre manifestação da vontade, fundado na lucidez e racionalidade.
Sob este ponto de vista, podemos considerar que o homem pode exercer o seu livre-arbítrio, posicionando-se positivamente (recebendo, acolhen-do) ou  negativamente (rejeitando, desprezando) tudo aquilo que lhe é apresentado.
Não foge a este principio, nem mesmo o evangelho do Senhor Jesus Cristo que depois de anunciado, pregado e divulgado, aguarda a manifestação da decisão humana em abraçá-lo ou rejeitá-lo. Como vimos na lição passada, o Senhor não considera a neutralidade e não admite o meio termo (religiosidade).
Por isso, o Senhor Jesus por diversas vezes colocou o homem em xeque, instigando exatamente o seu atributo de decisão em relação a sua Pessoa.
Contudo, veremos o Seu desprendimento não impondo ou obrigando os homens a aceitá-lo ou recebê-lo.
O Senhor Jesus chama o homem a uma decisão voluntária, espontânea e racional.
Durante o Seu ministério, Ele não fez nem sequer um apelo fundamentado ou direcionado para o lado emotivo do homem e nem mesmo os iludiu com promessas de vida fácil e eterna felicidade, sem lutas, provações ou tribulações nesta vida.      
E assim foi, não por desconhecer o caráter emotivo dos seres humanos: seus sentimentos e sensibilidade; ou sua tendência natural  de  satisfação  e acomodação à uma vida sossegada, farta e segura. Mas, por saber que as decisões emanadas, exclusivamente, do emocional humano ou da pseudoconsciência de vida fácil, são volúveis e frágeis, não podendo conferir a  devida consistência e suporte para o enfrentamento das previ-síveis situações adversas  que seu receptor e seguidor poderão passar.
Os textos, abaixo, confirmam com clareza estes princípios veja:

“... e   quem   quiser  receba   de  graça a água da vida”. (Ap 22:17)

“Se alguém quiser fazer a vontade dele, conhecerá a respeito da doutrina, se ela é de Deus ou se falo por mim mesmo”. (Jo 7:17)

Dizia a todos: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se  negue, dia a dia tome a sua cruz e siga-me”. (Lc. 9:23, veja também Lc.14:25-33)

“Indo eles caminho fora, alguém lhe disse: Seguir-te-ei por onde quer que fores.
Mas Jesus lhe respondeu: As raposas têm seus covis, e as aves do céu, ninhos; mas o Filho do homem não tem onde reclinar a cabeça”. (Lc 9:57-58) 

“... Se me perseguiram a mim, também perseguirão a vós outros...”(Jo 15:20b)
  
“Estas coisas vos tenho dito para que tenhais paz em mim. No mundo, passais por aflições; mas tende bom ânimo; eu venci o mundo.” (Jo 16:33)

“Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo disserem todo o mal contra vós”. ( Mt 5:11)

Nestes textos está evidente que o Senhor Jesus não lançou mão de artifícios emocionais ou de promessas levianas de vida fácil, para ser aceito ou seguido pelos homens. Ao contrário, Ele confrontou, de forma direta, seus potenciais receptores e seguidores com declarações fortes, desafiadoras e indubitáveis acerca das muitas e diversas adversidades a que estariam sujeitos. Ele fez isto para que a aceitação a Sua pessoa, fosse assumida pelos seus receptores de forma voluntária e consciente, inclusive, os advertindo sobre esta situação, dizendo: ‘‘Pois qual de vós, pretendendo construir uma torre, não se assenta primeiro para calcular a despesa e verificar se tem os meios para a concluir? Ou qual é o rei que, indo para combater outro rei, não se assenta primeiro para calcular se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil?” (Lc 14:29,31)

2.2  Fé  (Jo 1:12)

“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome”.

Certamente, a fé é o elemento decisivo para a nossa aceitação a Cristo. Está claro que o Senhor exige que o homem tome uma posição consciente em relação à Sua Pessoa; e que Ele não   explora as emoções humanas para este fim. Mas não podemos deixar de considerar que entre a razão e a emoção existe uma lacuna, a qual deve ser preenchida pela fé.  Esta fé não é resultado do racionalismo e nem do emocionalismo, mas é um  dom de Deus. (Ef 2:8)
É esta fé, que vai interferir positiva e decisivamente na nossa aceitação ao Senhor.
Voltando para o texto de Jo 1:12, observamos, exatamente, esta relação: crer e receber.       
Obviamente, só podemos receber a Jesus, a quem não vemos, pela fé. ( Ef 3:17a) 
Como vimos, a fé não é um passo no escuro, mas uma dádiva divina que está, devidamente, sustentada na inequívoca palavra de Deus e que nos faz ver, nitidamente, como sob a luz do sol do meio-dia, que o Senhor é real e a sua palavra é verdadeira e digna de toda confiança. Aleluia!!
Por isso, podemos abrir os nossos corações, em plena certeza de fé, para receber o evangelho de Cristo e se tornar Sua habitação – “e, assim, habite Cristo no vosso coração, pela fé,...” (Ef 3:17a).

2.3  Simplicidade (Mc 10:13-15)

Neste texto o Senhor Jesus estabelece uma condição básica sobre como devemos receber o reino de Deus. Ele declara: “Quem não receber o reino de Deus como uma criança...” Entre as muitas características das crianças, a simplicidade é aquela que mais se sobressai, principalmente, quando a comparamos com os adultos. Em geral, as crianças recebem o que lhes é oferecido, deforma espontânea, sem nenhuma cerimônia, conjectura ou racionalismo meritório. Simplesmente, abraçam a dádiva, com  sinceridade, alegria e gratidão.
Já, os adultos revelam-se extremamente complexos: ressabiados, inquiridores, racionais e orgulhosos, procurando méritos e justificativas, em si mesmos; para a recepção daquilo que lhes é oferecido gratuitamente. (Ap.22:17)
É com simplicidade de coração que recebemos o reino de Deus na pessoa do Senhor Jesus Cristo. 

2.4  Receptividade - Humilde e sem Reservas  (Lc 7:36-50)
   
Entre os judeus havia um procedimento comum na recepção dos seus hóspedes e convidados, vou chamar isto de etiqueta da boa recepção e hospitalidade.
Esta etiqueta compreendia: oferecimento de água, para a lavagem dos pés, um cumprimento afetuoso - o ósculo e a unção com óleo sobre a cabeça do hóspede.   
Estes procedimentos deveriam ser praticados pelo anfitrião. No texto citado acima Simão, um religioso fariseu, anfitrião, do Senhor Jesus  o recebeu com frieza e indiferença, não oferecendo-lhe  as honrarias  normais da boa recepção, e o Senhor percebeu. (Lc 7:44-46)   
Isto mostra-nos que os religiosos e os “bonzinhos” cheios de justiça própria  não se consideram muito endividados. Por isso, manifestam uma recepção pouco calorosa e cheia de reservas.
A mulher que apareceu na casa do fariseu, “roubou” a cena prestando ao Senhor as devidas honrarias da boa recepção. Com total humildade e quebrantamento, ela ministrou o ritual completo da boa receptividade e hospitalidade, aos pés do Senhor Jesus. Ela de fato demonstrou recebe-lo, aceitá-lo, sem reservas e com muito amor, na sua própria “casa”- Vida.
É com um coração e atitude como esta que o Senhor espera ser recebido e honrado em nossas vidas.

2.5  Receptividade Urgente e Alegre (Lc 19:1-10)

É importante destacarmos o senso de urgência, predominante neste texto. Observe os versos: 4 a, 5b e 6 - onde os vocábulos: correndo, depressa e a toda a pressa, dão o tom de urgência ao encontro entre o pecador e o Salvador. Zaqueu corre para ver Jesus, e na mesma sintonia de urgência  o Senhor o intima: ‘‘desce depressa, pois me convém ficar em tua casa hoje”, Zaqueu, então, desce a toda a pressa e o recebe com alegria.
O Senhor tem pressa em encontrar-se com o pecador e ser recebido por ele. Quando Jesus  encontra um homem desejoso de vê-lo, encontrá-lo e recebê-lo, com este senso de urgência, a interação entre ambos é rápida e certa.
 Por isso, a escritura declara: “Assim, pois, como diz o Espírito Santo: Hoje, se ouvirdes a sua voz, não endureçais o vosso coração... ” (Hb 3:7,8a), “pois me convém ficar hoje em tua casa. ”(Lc 19:5b).
Se você,  ainda, não recebeu o Senhor Jesus, em sua “casa” ou seja em sua vida, hoje é o momento, e por que não agora mesmo? Se você está aberto para aceitá-lo e consciente da urgente necessidade de recebê-lo agora em sua vida como seu Senhor e Salvador, faça a seguinte oração:

Senhor Jesus, abro o meu coração, a minha vida para ti, vem habitar, reinar no meu espírito, alma e corpo. Eu  o desejo de fato e em verdade, creio na sua morte pelos meus pecados, creio na sua ressurreição, preciso da tua presença, salvação e domínio. Quero uma vida de constante comunhão contigo e com a tua palavra. Abandono a religiosidade, o pecado, satanás e o mundo para viver em Ti por Ti e para Ti. Amém!!

Conclusão: Não queremos dizer que a aceitação, ao evangelho de Cristo, só é validada, apenas quando o receptor manifesta, na integra, esta atitude multifacetada. Mas, certamente,  duas ou mais características desta atitude são ou serão vivenciadas de forma real pelo receptor do Filho de Deus.

Fig. 1 - Ilustração dosTópicos da lição 2


 Questionário


1. Qual é o conceito de fé, e qual a sua importância, para recebermos o evangelho de Cristo?




2. O que se opõe a uma receptividade humilde e sem reservas ao evangelho de Cristo? 




3.Quais são as características de uma atitude receptiva ao evangelho de Cristo?




4. Mencione as razões pelas quais o Senhor Jesus não apelou ao emocional humano e nem alardeou falsas promessas para a sua receptividade.





5. Cite algumas características da simplicidade de coração.






6. Leia os capítulos de 4 a 6 do evangelho de Marcos.



7. Decore o texto:


“Mas, a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, os que crêem no seu nome”.

domingo, 1 de junho de 2014



 Série: Evangelho


 Título: Recebendo o Evangelho

  Volume 2


@ Lição 1 - Desmistificando a Religiosidade e o Neutralismo Espiritual               
A experiência provê a dolorosa prova de que as tradições, uma vez  engendradas, são  primeiramente tidas como úteis, depois consideradas necessárias, até finalmente serem transformadas em ídolos. Todos têm que se curvar diante delas ou haverá punição.” - J.C. Ryle


1. Introdução

Abrimos este volume com esta  lição, justamente, porque pretendemos considerar alguns empecilhos à  verdadeira recepção ao Evangelho de Cristo. Nesta lição, destacamos: a religiosidade e o neutralismo espiritual. Queremos com isto desmistificar, remover o engano que, sutilmente, permeia a religiosidade e o neutralismo espiritual. Ambos supõem, respectivamente, adesão e isenção. Mas, na realidade, veremos  que não são suficientes para eximirem os homens de uma tomada de decisão real e séria sobre a recepção ou não do evangelho do Senhor Jesus.
Esta lição e volume vêm, portanto, convidar você leitor/estudante a uma reflexão sincera e honesta, sobre a sua possível posição religiosa ou pretensa neutralidade espiritual, para que de forma franca você  possa   decidir-se pela verdadeira recepção ao evangelho de Cristo.

2. Religiosidade

A religiosidade pode ser entendida como um sentimento ou disposição favorável à religião ou  ainda, como algum tipo de envolvimento com ela.
Essa religiosidade leva o indivíduo a ter algum apreço pelo ensino, tradição e liturgia, praticada no contexto da religião com que teve ou tem contato.
Há indivíduos que nasceram ou cresceram num ambiente familiar notadamente religioso de cunho cristão ou não, e que acabaram absorvendo a tradição religiosa da família. Outros, posteriormente, tornaram-se adeptos de religiões cristãs ou não. O fato é que a religiosidade ou a religião em si, não assegura uma realidade de vida espiritual, sintonizada com Deus e Seu Filho. 
Observe que em Mt 12.22-32, os interlocutores diretos do Senhor Jesus foram os fariseus, membros da principal seita religiosa daqueles dias.
Eles aferraram-se ao rigor das suas doutrinas, tradições e rituais, de tal forma, que ficaram entorpecidos e não se posicionaram a favor de Cristo. Na verdade, eles foram opositores ferrenhos  do Senhor Jesus e protago-nistas do mais grave pecado: a blasfêmia contra o Espírito Santo. Perderam a oportunidade de receberem o Reino de Deus e reconhecerem que Jesus era o agente deste reino pela operação do Espírito de Deus. O texto de João 9:16 reforça a visão equivocada dos fariseus sobre a pessoa do Senhor Jesus, a partir da ótica religiosa que possuíam.
Convém, destacar que frequentemente, as religiões são mais opositoras do que aliadas do Senhor.
O conjunto doutrinário das religiões contempla muito ensino e prática, resultante de pensamentos e tradições humanas, que na essência está destituída do verdadeiro Espírito de Cristo.
  
2.1 O Perfil das Religiões
Em linhas gerais, podemos identificar, no texto de Marcos 7: 1-23, sete características prevalecentes na constituição da religião farisaica e que de modo geral é comum às religiões, independentemente, da origem, credo ou ritual, são elas:

1. Tradição Humana (hipervalorização do legado humano) – versos 3, 5, 8, 9b, 13a ;
2. Observâncias exteriores (usos e costumes) verso 4;
Costume sem verdade é erro envelhecido”.  - Tertuliano.

3. Honraria teórica e verbal (falácia)- verso 6;
4. Coração longe do Senhor; (superficialidade espiritual) – verso 6b;
5. Adoração vã, destituída de conteúdo – verso 7a;
6. Doutrinamento humano (ensinamento falso/distorção doutrinária) – versos 7b; 11, 12 e 13b
7. Desobediência à palavra de Deus – verso 8a, 9a; 10,13a
Estas características evidenciam um distanciamento enorme entre  a reli-gião/religiosidade e a verdadeira recepção ao evangelho do Senhor Jesus.
Observe, agora, que o texto de Ap 3:15-16: “Conheço as tuas obras, que nem és frio nem quente. Quem dera fosses frio ou quente!”
“Assim, porque és morno e nem és quente ou frio, estou a ponto de vomitar-te da minha boca”, sintetiza bem a religiosidade manifestada pela igreja de Laodicéia, que resultou numa contundente insatisfação e  desaprovação  do Senhor Jesus: “estou a ponto de vomitar-te da minha boca.“ A mornidão, refere-se a religiosidade, que na realidade foi evidenciada, pelas obras (verso 15a), pelo sentimento de auto-suficiência, (verso 17a), e ausência de comunhão pessoal com Cristo (verso 20), isto revela uma vida desassociada de uma relação íntima com o Senhor.
Este último aspecto é salientado por Jesus da seguinte forma: “Eis que estou à porta e bato se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo”. Neste texto, observamos que o Senhor Jesus, indica  que está excluído da comunhão pessoal e real, com os membros da igreja de Laodicéia. Ele encontra-se no lado de fora, separado, apartado da intimidade da igreja. Por isso, Ele se apresenta para buscar com aqueles que o ouvirem e se abrirem para recebê-lo, uma comunhão íntima. Para isto, Ele espera ser recepcionado com sinceridade, sem reservas, por uma disposição genuína de abertura e comprometimento com Ele e Seu reino.

Nas lições, seguintes, veremos como poderemos nos abrir, efetivamente, para recebê-lo e vivenciar uma realidade de vida em comunhão com Cristo. 
3. O Neutralismo Espiritual
Há uma corrente de pensamento humanista que acredita num possível posicionamento de neutralidade em relação às coisas espirituais. Para essa linha de pensamento a neutralidade, pretensamente, os  isenta das influências e dos prováveis efeitos espirituais. Observe, no entanto, que o próprio Senhor Jesus exige um posicionamento definido dos homens: conhecendo e abraçando-o ou ignorando e rejeitando-o. A seguinte  citação do Senhor Jesus: “Quem não é por mim é contra mim; e quem comigo não ajunta espalha”. (Mt 12:30), deixa evidente que Ele não considera a neutralidade detonando, desta forma, o frágil fundamento do neutralismo espiritual.
A referida afirmação do Senhor Jesus foi feita num contexto de esclarecimento da existência de dois reinos: o reino de Deus e o reino de Satanás (Mt 12:22-32 e Lc 11:14-23).Veja que Ele deixa  claro que os homens têm apenas duas opções: ser por Ele, recebê-lo, aceitá-lo ou estar contra Ele, e neste último caso isto implica, automaticamente, em estar a favor de Satanás.
No mundo espiritual, a famosa e popular expressão: “em cima do muro” que denota indecisão, indiferença ou neutralidade, não encontra paralelo. Invariavelmente, todos os homens, acabam se posicionando, de forma positiva e consciente ajuntando com Cristo, vinculando-se a Ele, ou de forma negativa, consciente ou inconscientemente, espalhando - dispersando-se de uma relação com Ele. Não se engane a indiferença espiritual, além de não imunizar dos efeitos negativos do mundo espiritual, apenas ratifica o posicionamento contrário a Cristo e ao Seu reino.

Questionário

1.Qual é a definição de religiosidade?





2. Cite e escreva o texto bíblico que não admite o neutralismo espiritual.





3. Mencione as 7 características do perfil das religiões




4. Quais as consequências da indiferença espiritual?



5. Mencione os três aspectos marcantes da mornidão (religiosidade) da igreja de Laodicéia.





6. Leia os capítulos de 1 a 3 do evangelho de Marcos.



7. Memorização da Palavra

“Eis que estou à porta e bato se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei em sua casa e cearei com ele, e ele comigo”. (Ap 3:20)


terça-feira, 4 de março de 2014

@ Lição 10 -  A Segunda Vinda do Senhor Jesus

1. Introdução

Em toda a Bíblia, temos apenas um texto que menciona a expressão: segunda vinda de Cristo, (Hb 9:28). No entanto, há vários textos bíblicos que evidenciam, pelo contexto, a futura ocorrência deste glorioso acontecimento. Nesta lição, veremos parte destes textos para aprendermos amá-la e apressá-la, vivendo em constante vigilância e santidade.
 
2 A Segunda Vinda Prevista

2.1  No Velho Testamento

O profeta Daniel teve uma visão consistente da segunda vinda de Cristo, vendo-o vir sobre  as nuvens do céu e assumir o domínio, a glória e o reino, que lhe foram dados pelo Pai (Dn 7:13-14).

2.2 No Novo Testamento
  
Nos evangelhos, o próprio Senhor anuncia sua segunda vinda, assegurando-nos de que isto é indubitável (Mt 26:64, Mc 14:62, Lc 21:27). Os anjos e também os apóstolos confirmaram as Suas palavras quanto a ocorrência deste futuro acontecimento (At 1:10-11, 3:20, Fp 3:20, 1Ts 1:10, 2 Ts 1:10, 1Tm 6:14).
3.  Processo  da  Segunda Vinda

Neste tópico, veremos os sinais precedentes deste fato e como se processará o mesmo.
 
3.1 Introdução

No evangelho de Mateus capítulo 24, o Senhor Jesus cita diversos sinais que indicarão a  proximidade da destruição de Jerusalém, da Sua vinda  e do fim dos tempos, em resposta ao questionamento dos seus discípulos. Para eles, estes futuros eventos eram certos e pertenciam um ao outro, sendo a destruição de Jerusalém, apenas um passo na direção da consumação final ( Mt 24:1-3).
 
3.1.2  A  Destruição  de  Jerusalém

Em Mateus 24:1, os discípulos passam a mostrar ao Senhor Jesus, as belezas arquitetônicas do templo, ao que Ele respondeu: “...Não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada”. Esta é uma menção direta à destruição do templo e da própria cidade, já que este era o coração, o centro, da mesma.
Quanto a este fato, Ele fornece mais detalhes e advertências nos versos 15 a 20 (compare com Lc 21: 20-24) indicando inclusive o tempo para o seu cumprimento: “Em verdade vos afirmo que não passará esta geração sem que tudo isto aconteça” (verso 34). Realmente, segundo os historiadores, Jerusalém foi devastada no ano 70 da era cristã, pelos romanos, cumprindo-se a palavra do Senhor.

 3.1.3  Os  Sinais Precedentes da Segunda Vinda

Os sinais e as advertências para a ocorrência deste fato são destacados pelo Senhor Jesus, com o propósito de livrar o seu povo do espírito de engano, que operará intensamente nos dias precedentes a sua vinda, o qual poderia ludibriar se possível, até os seus escolhidos. Vejas que Ele nos advertiu, quanto a isto, nos versos: 4,5,11,23-26 do capítulo 24 de Mateus e nos exortou a uma posição constante de vigilância para não sermos surpreendidos com a Sua vinda (Mt 24:32-33,35-44).
Os sinais indicadores da Sua vinda compreendem desde a destruição de Jerusalém, já ocorrida, como vimos em um tópico anterior, até a ocorrência de fenômenos naturais envolvendo os corpos celestes e o abalo das potências cósmicas (Mt 24:29), passando pelos acontecimentos denominados de princípio das dores (Mt24:6-12) e grande tribulação (Mt 24:21,29).
 É notório na história da humanidade e mesmo em nossos dias, o cumprimento dos sinais peculiares ao princípio das dores. Quanto à grande tribulação, ela está vinculada a dois sinais precedentes: destruição de Jerusalém e princípio das dores ( Mt 24:6-8,9-13, 21-26), e a um sinal posterior, fenomenal, ligado aos corpos celestes (Mt 24:29).
Acredito, que a grande tribulação, acontecimento introdutório dos fenômenos celestiais, ainda não ocorreu, até porque, não temos notícias da ocorrência dos mesmos.  

3.1.4 A Consumação dos Séculos

O fim dos tempos será precedido pela pregação universal do evangelho. Todas as nações ouviram o evangelho do reino. O que vemos em nossos dias, talvez seja o maior movimento mundial da igreja do Senhor no sentido de universalizar a pregação do evangelho, procurando levá-lo a todos os cantos e recantos do planeta, lançando mão de todos os meios de comunicação disponíveis. Este movimento de evangelização mundial é, sem dúvida, um sinal da proximidade do fim dos tempos (Mt 24:14).

4. Descrição da Segunda Vinda

A segunda vinda do Senhor Jesus será caracterizada pelas seguintes peculiaridades:

Ÿ Ele virá Entre as nuvens (Mt 24;30, 26:64; At 1:11; Ap 1:7).
Ÿ Será Acompanhado por anjos (Mt 16:27, 25:31; Mc 8:38; 2Ts 1:7) e pelos santos (1Ts 3:13 e Jd 14).

Ÿ Será marcada pela manifestação da Sua grande glória e poder (Mt 24:30, 25:31; Mc13:26; Lc 21:27).

Ÿ Será repentina, como o ladrão à noite ( Lc 12:40;1Ts 5:2; 2Pe 3:10; Ap 16:15).

Ÿ Será visível, como um relâmpago (Mt  24:27, Ap 1:7).

5. Os propósitos da Sua Vinda

5.1 Ser glorificado nos seus santos ( 2 Ts.1:10).

O Senhor virá para ser glorificado e admirado por seus santos, contra-pondo -se a primeira vinda, quando foi desprezado pelos seus (Jo 1:11).

5.2 Ressuscitar e arrebatar a Sua igreja

O Senhor virá para reunir, junto a Si, todos os seus escolhidos, mortos e vivos, que ao ressoar da última trombeta, serão ressuscitados e arrebata-dos para encontrarem o Senhor nos ares.  A ressurreição dos mortos e o arrebatamento dos que estiverem vivos naquele dia, será extremamente rápido, como num abrir e fechar de olhos.
Os mortos ressuscitarão incorruptíveis e os vivos serão transformados, sendo revestidos da incorruptibilidade, para assim desfrutarem da bendita e eterna companhia do Senhor (Mt 24:31,1Ts 4:13-18, 1 Co 15:50-53).
      
5.3 Completar a salvação daqueles que o aguardam (Hb 9:28)

5.4 Trazer à luz as coisas ocultas das trevas e manifestar os desígnios dos corações (1Co 4:5).

5.5 Exercer o juízo sobre todos os homens ( Mt16:27; 25:31-32;1Co 4:5; 2Tm. 4:1; Jd. 14-15). 

6. A Segunda Vinda Iminente

Para os autores bíblicos do novo testamento, a vinda do Senhor Jesus era algo iminente, prestes a ocorrer.
Eles foram tomados por um sentimento tal de urgência, em relação à segunda vinda do Senhor, que por isso exortavam fortemente a igreja  primitiva, para estar preparada para esse dia. Essa igreja, constrangida por este sentimento e ensino, vivia na gloriosa expectativa de encontrar-se com o Senhor nos seus dias.   
Pelos textos abaixo, vemos a clara visão dos escritores quanto a iminente vinda do Senhor e as respectivas exortações para que a igreja estivesse devidamente preparada para aquele bendito evento.   

“Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor”. (Fp 4:5)

“Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima”.

“Porque, ainda dentro de pouco tempo, aquele que vem virá e não tardará”. (Hb 10:25, 37)

“Sede, pois irmãos pacientes, até a vinda do Senhor...”
“Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima”.
“Irmãos não vos queixeis uns dos outros, para não serdes julgados. Eis que o juiz está às portas”. ( Tg 5:7-9)  

“tão-somente conservai o que tendes, até que eu venha”.
“Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa”.
“Eis que venho sem demora. Bem–aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro”.
“Aquele que dá testemunho destas cousas diz: Certamente, venho sem demora. Amém. Vem, Senhor Jesus!” ( Ap 2:25; 3:11; 22:7,20)

Obviamente, o ensino da iminente vinda do Senhor Jesus, não foi exclusivamente para a igreja primitiva, mas com certeza, para a igreja contemporânea que, indubitavelmente, vive bem mais próximo deste evento do que a primitiva.
“E digo isto a vós outros que conheceis o tempo: já, é hora de vos despertardes do sono; porque a nossa salvação está, agora, mais perto do que quando no princípio cremos”. (Ro 13:11) 

7 A posição e o perfil da Igreja para segunda vinda do Senhor

A igreja do Senhor Jesus tem um importante papel a realizar para a manifestação do Senhor.
Ela está na terra como embaixadora do reino de Deus, e por isso mesmo, ela não deve e não pode estar alheia aos acontecimentos do fim. Na qualidade de embaixadora do reino de Deus, a igreja do Senhor deve manifestar os princípios deste reino e trabalhar ativamente para a sua expansão e manifestação, como vimos anteriormente sobre a univer-salização da pregação do evangelho.

7.2 O Perfil da Igreja para a segunda Vinda de Cristo

O Senhor Jesus virá buscar uma igreja que apresente o seguinte perfil:

 7.2.1 Santidade (1Ts  3:13)

Esta marca de qualidade é um traço inquestionável do perfil da igreja, que será levada ao encontro do Senhor.
Na verdade, a  santidade constitui-se em uma das condições fundamen-tais para o encontro com o Senhor (Hb12:14).
O conceito de santidade implica em separar-se daquilo que é profano, vulgar, e consagrar-se exclusivamente para a possessão e uso divino. Esta santidade deve imperar e ser aperfeiçoada, no temor de Deus,  envolvendo toda a vida do cristão, o seu homem interior e exterior (2Co 7:1).  

7.2.2  Irrepreensibilidade (1Ts 5:23)

Este traço do perfil da igreja revela a ideia de um viver  inculpável, inatacável, que lhe confere a prerrogativa de uma vida acima de acusações ou suspeitas. Isto não significa que a igreja não sofrerá acusações, mas que estas serão infundadas e mentirosas. A igreja que aguarda o Senhor Jesus, manifestará esta qualidade de forma íntegra e  abrangente, compreendendo  todo seu ser, espírito, alma e corpo (1Ts 5:23).
  
7.2.3  Vigilância (Mt 24:32-44)

Como já vimos, o Senhor relacionou diversos sinais que indicariam a proximidade da sua vinda. No entanto, não definiu data e nem hora para tal evento; e isto o torna em algo inesperado, que poderá surpreender a muitos. ( Mt 25:1-13)
Mas o amado Senhor, na sua infinita bondade, nos exorta  a assumirmos uma posição de vigilância constante, para não sermos surpreendidos na sua vinda. A vigilância constante é o recurso mais eficaz contra o inesperado, podendo tornar-nos apercebidos para aquele grande dia.    

7.2.4 Permanência Constante (1 Jo 2:28)

Este traço do perfil da igreja revela um estado contínuo de permanência em Cristo e não uma posição eventual ou ocasional. Permanecer em Cristo, implica uma relação vital de dependência Dele, de comunhão com Sua palavra e prática dos seus mandamentos. (Jo 15:1-10, 1 Jo 2:24). A Sua igreja manifestará esta postura, de permanente comunhão com Ele, que será traduzida na completa confiança, maior aproximação e eterno envolvimento com o Senhor na Sua vinda.

 

Questionário

 1) Quais são os propósitos do ensinamento da segunda vinda de Cristo?



2) Quais são os assuntos abordados pelo Senhor Jesus no evangelho de Mateus capítulo 24?      

3) Relacione os propósitos da segunda vinda do Senhor.     




4) O que o Senhor objetivava com a apresentação dos sinais precedentes da Sua vinda?




5) Descreva o perfil da Igreja que encontrará com o Senhor Jesus na Sua vinda.




6) Leia os capítulos 25 a 28    do evangelho de Mateus.



7) Decore o texto


“Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima”.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

@ Lição 9 -  A Ascensão do Senhor Jesus

1) Introdução

A ascensão do Senhor Jesus é o retorno do filho amado para a casa de Seu Pai.
Depois de cumprir toda a vontade do Pai, honrá-lo e glorificá-lo no seu viver terreno, os céus se abriram  para  recebê-lo  e,  triunfalmente, o Filho adentrou ao glorioso santuário celestial (Hb 9:24), sendo distingui-do com altíssima honra pelo Pai que o recebeu a sua direita. Nesta posição, o Senhor Jesus reassumiu a supremacia sobre todos os anjos, potestades, poderes, domínios e sobre todo o nome que se possa referir não somente no presente século, mas também no vindouro (1Pe 3:22, Ef 1:21). Aleluia!!

2) A Ascensão Predita   

2.1) No Velho Testamento

Temos três textos que anunciam a ascensão do Senhor, os quais estão no livro dos Salmos, e todos foram escritos por Davi.
Davi sob a inspiração do Espírito Santo falou sobre a ascensão e glorificação do Senhor em três momentos distintos, mostrando-nos:

2.1.1  Convite com propósito (Sl 110:1 com At 2:34-36)

Neste texto, podemos ver o convite do Senhor Deus, o Pai, ao Senhor Jesus, dizendo: “... Assenta-te à minha direita...”.   
O Pai chama o Filho para ocupar o lugar de honra, com o propósito de exaltá-lo sobre todos os seus inimigos.

2.1.2  A entrada Triunfal do Senhor Jesus (Sl 24:7-10)

Aqui, Davi fornece-nos uma visão da entrada gloriosa do Senhor Jesus, cantando a Sua fortaleza e poder vitorioso  sobre todas as batalhas  enfrentadas. O salmista, com estilo e beleza poética, declama: “Levantai, ó portas, as vossas cabeças; levantai-vos ó portais eternos, para que entre o Rei da Glória”.
Os portais e as portas celestes se abriram para recepcionarem o Senhor Jesus.

2.1.3  Recebeu homens por dádivas (Sl 68:18 com Ef 4:7-11)

Mais uma vez, Davi fala da ascensão do Senhor apresentando-o, agora, como libertador quando declara: “Subiste às alturas, levaste cativo o cativeiro...” Na sua ascensão, o Senhor aprisionou e conquistou aquilo que nos subjugava, o pecado e os grilhões satânicos, tornando-nos livres para si, para o Pai e para o seu serviço. Nós não só fomos libertos, como recebemos dons para servirmos o Senhor na Sua Igreja. Retomaremos o assunto sobre serviço ao Senhor, no terceiro volume desta série, intitulado de “Vivendo o Evangelho”.

2.2  No Novo Testamento

Aqui, o próprio Cristo anunciou muitas vezes e de muitas maneiras, a Sua ascensão e em meio a circunstâncias diversas (Jo 6:62; 7:33; 14:28; 16:5 e 20:17).  Naqueles dias, o Senhor olhando para este futuro acontecimento, encarou a oposição dos pecadores, não fez caso da ignomínia e suportou a cruz. (Hb12:2-3).

2.3 O Processo da Ascensão 

Neste tópico veremos quando, como, e onde ocorreu a  ascensão do Senhor.

2.3.1 Quando ocorreu a ascensão do Senhor ?

No quadragésimo dia após a sua ressurreição (At 1:3-9)


2.3.2 Como ocorreu a ascensão do Senhor ?
Ele foi, maravilhosamente, elevado aos céus, diante dos olhos dos seus discípulos (Mc 16:19, Lc 24:51 e At 1:9).

2.3.3 Onde ocorreu a ascensão do Senhor?     
Este fato aconteceu no monte das Oliveiras (At 1:12).

3.  As razões da  Sua ascensão  
Há vários razões pelas quais o Senhor Jesus foi elevado aos céus. Nós as veremos para entendermos as implicações e os benefícios oriundos deste acontecimento.

3.1  Supremacia Universal

Como já vimos na introdução desta lição, o Senhor Jesus foi elevado à destra de Deus, para exercer a supremacia sobre a terra e céus, anjos e demônios,  judeus e gentios, reis e governadores, ricos e pobres, grandes e pequenos (Mt 28:18, At 2:36, Ef 1:20-21, 1Pe 3:22).

3.2 Sacerdócio Eterno

O Senhor Jesus ao entrar no Santuário Celestial, assumiu o sumo sacerdócio, para interceder e advogar a nosso favor diante do Pai, garantindo assim, pelo oferecimento do seu próprio sangue, a nossa eterna redenção (Hb 4:14-16, 5:1-2, 7:23-28, 8:1-2, 9:12,24, Rm 8:34 e 1Jo 2:1).
   
3.3 Precursor  da Humanidade

O Senhor Jesus penetrou no santíssimo lugar, isto é além do véu, no tabernáculo celestial, como precursor oficial da humanidade.
O precursor é aquele que chega antes para anunciar a chegada de alguém. Posso imaginar, que o Senhor ao retornar para sua casa, disse: Pai estou de volta para a nossa gloriosa comunhão familiar, e não estou só. Desde então, passou a anunciar solenemente, o nome de milhões e milhões de homens e mulheres de toda tribo, língua, povo, e nação, que estão chegando, para  compor e ampliar a família celestial, integrando-se nesta gloriosa comunhão (Jo.17:5, 24, Ef 3:14-15, Hb 6:20).

3.4  Anfitrião das Moradas Celestiais

O Senhor não é apenas o nosso precursor, mas também, é o nosso anfitrião nas moradas celestiais.
Quando Ele estava para partir e deixar seus discípulos, Ele os consolou com a promessa: “...Pois vou preparar-vos lugar. E acrescentou: E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei  para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também. (Jo 14:2-3)
Aleluia!! Esta bendita promessa alimenta a nossa alma e nutre a nossa esperança.

3.5  Enviar o Consolador

O Senhor Jesus foi assunto à destra de Deus, para enviar-nos o Espírito Santo, o qual Ele chama de Consolador.
De fato, a vinda do Consolador estava diretamente condicionada ao retorno do Senhor Jesus.  Ele seria o responsável pelo envio do Espírito, para assegurar entre outras coisas, o cumprimento da sua promessa de que não nos deixaria órfãos. Pela bendita presença do Espírito Santo em nossas vidas, temos o consolo, a direção, o ensino, a graça, o poder e a própria vida de Jesus (Jo 15:26a, 16:7, 14:16-18).    O cumprimento desta promessa se deu pela primeira vez nos dias dos primeiros apóstolos, quando estes foram cheios do Espírito Santo (At 2:33) e continua a repetir-se até aos nossos dias (At 2:38-39). Retomaremos este assunto, no segundo volume desta série, intitulado de “Recebendo o Evangelho”.

Questionário

1) Em que momento o Senhor Jesus foi assunto aos céus?



2) O que foi proporcionado a Cristo, quando assentou-se à destra de Deus?



3) Analise os textos: Sl 68:18 e  Ef 4:7-11 e explique a relação entre ambos.



4) Descreva a ascensão do Senhor Jesus.



5) Mencione as razões da ascensão do Senhor Jesus.



6) Leia os capítulos 22 a 24 do evangelho  de Mateus.




7) Decore o texto:


“ Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia alguém pecar, temos Advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo”.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

@ Lição 8 -  A  Ressurreição do Senhor Jesus

   1.      Introdução

A ressurreição do Senhor Jesus é a vitória da vida sobre a morte. O Filho de Deus não foi abandonado no sepulcro e nem entregue à corrupção. Deus, o Pai, o levantou do sombrio e gélido túmulo, rompendo com as cadeias da morte (At. 2:24-31, 13: 32-37).
Assim como na sua concepção, a ressurreição do Senhor foi um acontecimento fantástico e mais um fato, inquestionavelmente, ratificador da sua filiação Divina ( At13:33-34 com Rm 1:4).  
A vida divina nunca foi e jamais será tragada pela morte e corrupção, e isto está em perfeita harmonia com a declaração do Senhor Jesus em Jo 11:25a  quando Ele disse: “Eu sou a ressurreição e a vida”  Aleluia!!

 2. A Ressurreição Prevista

2.1 No Velho Testamento

No Salmo 16:8-11 encontramos a brilhante declaração de Davi, sob a inspiração do Espírito Santo, quando disse: “Pois não deixarás a minha alma na morte, nem permitirá que o teu Santo veja a corrupção”.
Esta é uma profecia inequívoca da ressurreição do Senhor, que foi confirmada pelo Espírito Santo através dos seus apóstolos no livro de Atos 2: 22-32, 13:33-34).

2.2  No Novo Testamento

Aqui, o Senhor Jesus destaca-se como o único profeta que  anunciou a Sua própria ressurreição. Ele estava completamente certo da sua morte e ressurreição,  e diversas vezes, alertou os seus discípulos sobre este fato (Mt 16:21, 17:9, 22,23, 20:18-19; Mc. 9:9-10; Lc 9:21-22).

3. A razão da sua Ressurreição

3.1 Cumprir as Escrituras

O Senhor Jesus tinha um compromisso inquebrantável com o Pai e se dispôs a cumpri-lo integralmente, vivendo tudo aquilo que os profetas haviam anunciado. Portanto, nenhum episódio da vida do  Senhor foi determinado por sua própria vontade, exceto o ato de doar-se a este propósito. Por isso, Ele se deixou-se guiar para viver exatamente tudo o que já havia sido pré-determinado ( Jo 6:38, com Lc 24: 44-46). 

3.2 Validar a Fé

A ressurreição do Senhor Jesus é um elemento fundamental da  pregação apostólica (At 1:21-22; 2:24,32, 1Co.15:12a). Os apóstolos, seguidamente, anunciavam este fato que tornou-se a substância  e o conteúdo central  do evangelho.
O apóstolo Paulo abordou este assunto com mais propriedade e clareza no texto de 1 Co 15, expondo a bendita revelação que teve do Cristo ressuscitado, e demonstrando com ardoroso zelo a importância  da ressurreição do Senhor, vinculando-a à validação da pregação do evangelho e da consequente fé por ela produzida. Ele diz: “ E se Cristo não ressuscitou, é vã a nossa pregação e vã a vossa fé” e ainda “E, se Cristo não ressuscitou , é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados”  ( 1 Co 15:14-15,17).  
Mas a convicção do apóstolo na  ressurreição do Senhor Jesus, é notoriamente verificada no verso 20, “Mas, de fato, Cristo ressuscitou dentre os mortos, sendo Ele as primícias dos que dormem”.
E a nossa fé repousa na certeza deste fato e gozamos na segurança da remoção dos nossos pecados. Aleluia !!

3.3 Julgamento Final

Deus, por sua justiça, decidiu efetuar o julgamento do mundo, por meio de um homem (Jesus) que se tornou o parâmetro, padrão encarnado do amor, verdade, santidade, justiça e de  todas as demais virtudes divina. 
O juízo de Deus será justo por que o seu Filho, à nossa semelhança,  revestido de carne, vivenciou toda a limitação e fragilidade humana, sem contudo pecar contra o Pai.  
Por isso, Deus ressuscitou a Jesus, mostrando a todo o mundo o meio pelo qual exercerá o seu justo julgamento (Mt 25:31-46; Jo.5:22; At 10:42 com 17:31 e 2 Tm 4:1).

4. O Processo da Ressurreição
   
Neste tópico, veremos quem anunciou a ressurreição do Senhor, quem a realizou, como e quando ocorreu e as evidências bíblicas deste fato.

4.1 O anúncio da Ressurreição do Senhor

Assim como no seu nascimento, (Lc. 2: 8-15), os anjos foram os primeiros arautos a divulgarem a ressurreição do Senhor, comunicando o fato às mulheres que foram até ao sepulcro (Mt 28:1-6; Mc 16:1-6 e Lc 24:1-6).

4.2 O Autor da Ressurreição do Senhor

A ressurreição do Senhor Jesus foi um feito realizado por Deus. O Pai o levantou dos mortos (At. 2:24,32; 3:15; 4:10; 5:30; 10:40; 13:30,33 e 37; 17:31; Gl1:1b; 1 Ts1:10;Hb13:20).                                                                                                                                                                                                                               

4.3 O Tempo da Ressurreição 

A ressurreição ocorreu no primeiro dia da semana - domingo - (Mc 16:9 e Jo 20:1-2),   sendo este, o terceiro dia da sua morte (Lc 24:46; At 10:40; 1Co 15:4).

4.4 A Execução da Ressurreição

Deus executou tal feito, pela excelente grandeza do seu poder, (Ef 1:19-20; 1Co 6:14; Cl 2:12), rompendo os grilhões da morte, (At 2:24b) que não foram, suficientemente, fortes para  resistirem a este infinito poder, exercido pelo Pai a favor de Seu Filho ( Rm 1:4).

4.5 As Testemunhas da Ressurreição

Além dos seres angelicais, as mulheres que o serviram e os seus discípulos, e até mesmo os  inimigos, testemunharam da ressurreição do Senhor Jesus (Lc 24:1-10;  Mt 28:11-15; Jo 20:2-9). Ora, um fato deste, de tamanha grandeza, não limitou-se apenas as estas testemunhas, mas o Senhor Jesus se apresentou vivo, após sua morte, a um não  pequeno grupo, de mais de 500 irmãos, e isto de uma só vez, como é anunciado pelo apóstolo Paulo, o qual também teve a bendita oportunidade de vê-lo ressurreto (1Co 15:4-8).  

Depois disto, os seus apóstolos foram batizados no Espírito Santo e tornaram testemunhas incansáveis e contundentes da Sua ressurreição (At. 2:32; 3:15; 4:33).
  
5 Os Benefícios da Ressurreição

A ressurreição do Senhor redundou em vários benéficos, os quais alcança todo aquele que crê.

5.1 Salvação

Esta dádiva maravilhosa se concretizou com a Ressurreição do Senhor.
Nós a desfrutamos, exclusivamente, pela fé, convicção e certeza firmemente estabelecida em nosso coração, de que Deus ressuscitou a Jesus, e isto implicou diretamente na remoção dos nossos pecados.
Por isso, com os nossos lábios declaramos convictamente o Senhorio de Cristo (Rm 10:9-10; 1Co15:17).    
Retomaremos este assunto no volume 2 desta Série.

5.2 Justificação

Pela ressurreição do Senhor fomos justificados. Aquele que morreu por causa das nossas transgressões, ressuscitou para nossa justificação (Ro 4:24,25).
Cristo, o Senhor, ressuscitou para assegurar, junto ao Pai, a nossa justificação, declarando-nos justos, por meio de sua obra.
Sem a ressurreição do Senhor, não haveria a remoção dos nossos pecados e consequentemente, as nossas injustiças continuariam depondo contra nós. Mas graças a Deus, que ressuscitou o Justo dentre os mortos e atribuiu da Sua justiça a todo aquele que nele crê (Ro 4:3-8; 1Co 15: 17). Aleluia!!!

5.3 Regenerados para uma Viva Esperança

“Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que, segundo a sua muita misericórdia, nos regenerou para uma viva esperança, mediante a ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos...”
No texto, as três palavras: regenerar, viva e ressuscitar, expressam uma ideia comum, que distingue a nossa esperança, da esperança humana, natural, e a qualifica como viva. A viva esperança é uma possessão de todo aquele que foi regenerado, que nasceu de novo, que ganhou uma nova vida, cujo fundamento é a ressurreição de Jesus dentre os mortos. Por isso, vida é a ideia comum que está presente na regeneração, na ressurreição do Senhor e também na nossa esperança. Por causa deste princípio, a nossa esperança não perece diante de circunstâncias difíceis, mas mantêm-se viva, porque o nosso Senhor está vivo e há de levar a bom terno todas as coisas concernentes a sua obra em nossas vidas. Aleluia!!

5.4 Boa Consciência

Alcançamos uma boa consciência para com Deus, mediante a ressurreição do Senhor Jesus. O termo grego traduzido como boa é agatés, que significa: bom excelente, salutar, agradável, útil e reto.  Estes adjetivos referem-se a excelência moral. A nossa consciência que até então estava manchada pela culpa e padecia sobre a expectação da condenação, encontra agora, pela fé na ressurreição do  Senhor Jesus, o benefício  moral da obtenção de uma boa consciência, destituída  da culpa e condenação, para o gozo da verdadeira paz com Deus (1 Pe 3:21 e Ro 5:1).  

5.5 Ressurreição dos Cristãos

A ressurreição do Senhor Jesus foi um fato categoricamente defendido pelo apóstolo Paulo, a qual ele afirma ser as primícias dos que dormem, indicando que em Cristo, serão vivificados todos aqueles que lhe perten-cem (1Co.15:20-23).
A ressurreição daqueles que estão em Cristo, seguirá a ordem pré-deter-minada por Deus: primeiro Cristo e depois os seus, e isto, quando Cristo vier (1 Co.15:23).
A ressurreição dos que são de Cristo, ocorrerá pelo poder de Deus, através do Espírito Santo ( 1 Co 6:14 com Ro 8:11), por meio da fé (1Ts 4:14).

Questionário

1) A salvação é um dos benefícios resultante da ressurreição de Cristo. Explique como podemos desfrutá-la.



2) Qual será o padrão de justiça a ser utilizado por Deus no juízo final?
    


3) O que é a justificação?



4) Qual a importância da ressurreição de Cristo para a fé cristã?



5) A profecia do Salmo 16:8-11, se refere a quem? Justifique.



6)  Leia os capítulos 19 a 21 do evangelho de Mateus.



7)  Decore


“Se com tua boca, confessares Jesus como Senhor e em teu coração, creres que Deus o ressuscitou dentre os mortos, serás salvo” Rm 10:9