Discipulado – Relação de
Compromisso (At 16.1)
Timóteo
se converteu ao evangelho, provavelmente, na primeira viagem missionária de
Paulo, quando este esteve em Listra e Derbe (At 14.6,7-20). Naquela ocasião,
Timóteo deve ter ouvido o evangelho, visto a cura miraculosa de um aleijado de
nascença, presenciado a aclamação calorosa do endeusamento dos apóstolos Paulo
e Barnabé, visto o empenho deles em dissuadir a multidão do intento de
oferecer-lhes sacrifício, e por fim, deve ter testemunhado a fúria deste mesmo
povo no apedrejamento de Paulo, que culminou com sua pretensa morte.
Se
confirmado este cenário, Timóteo teve um início de vida cristã fortemente
impactada pela palavra, vida e obra de Paulo.
Timóteo
figurava como um dos discípulos na cidade de Listra e gozava de um bom
testemunho entre os irmãos, e foi neste contexto que Paulo o chamou e o levou
na sua segunda viagem missionária.
Desde
então, eles se aprofundaram no relacionamento de discipulado, que tem como
princípios básicos: o compromisso da autonegação, da disposição ao sofrimento e
do acompanhamento em toda e qualquer circunstância (Mt 16.24, 10.24-26, 37-39, 8.19-22
).
A
retomada deste relacionamento ensejou o resgate da relação espiritual, paterno-filial,
iniciada na pregação de Paulo em Listra.
Paulo,
então, reiteradamente passou a afirmar a sua paternidade espiritual sobre
Timóteo, (1Tm 1.2,18; 2Tm 1.2; 2Tm 2.1) que por sua vez, correspondeu estando
com Paulo, servindo ao evangelho, como um filho ao lado de seu pai (Fp 2:22b).
Não
discutimos aqui, os pormenores da relação de discipulado ou da relação paterno-filial,
sob o enfoque espiritual, mas afirmamos que uma ou outra devidamente vivida nos
parâmetros do ensinamento bíblico, é imprescindível para o teste e aprovação do
caráter.