terça-feira, 31 de dezembro de 2013

@ Lição 7 -  A Morte do Senhor Jesus

a) Introdução

A morte do Senhor Jesus não foi resultado de um acidente, mas parte integrante e fundamental do seu ministério. De fato, ainda que possa parecer antagônico, a culminação do seu ministério se deu com  este doloroso acontecimento.
Com sua  morte, Ele  consumou seu ministério terreno,  cumprindo  profecias e preenchendo com uma realidade vívida, tipos e figuras do velho testamento. ( Jo. 17:4, 19:28-30)

 b) A Morte Prevista

 A justiça divina exige e impõe uma sentença (penalidade) sobre toda forma de pecado. Ela não comunga com a impunidade e não tolera a iniquidade.
Desde o primeiro pecado, vemos a manifestação imparcial da justiça divina, sentenciando a serpente, a mulher e o homem; (Gn 3:14-19), todos os envolvidos nesta catástrofe cósmica.
Os reclamos desta justiça de um lado e o infinito amor do outro, presente
na divindade, redundaram na primeira profecia que indicava a futura e única provisão (Jesus), capaz de derrotar a astuta serpente e restabelecer por completo o relacionamento do homem com Deus. (Gn 3:15) 
Ainda neste contexto, vemos o sacrifício de um animal, que supriu cobertura (vestimentas) para o primeiro casal. Este animal, provavelmente, um cordeiro ou bezerro, é uma figura de Cristo. (Gn  3:21)

Assim, o velho testamento está recheado de profecias e figuras que apontavam para a morte do Senhor Jesus. Vejamos mais algumas:

(Is 53:7-12) – Neste texto, o profeta pinta em detalhes e com realces marcantes o quadro da morte de Jesus, cerca de 740 anos  antes do fato se consumar.   

Cordeiro pascal, este animal sacrificado na páscoa, é uma figura de Cristo, o nosso verdadeiro Cordeiro pascal. (Ex. 12:3-6, 46, Jo 19:36 com 1Co 5:7)

A serpente de metal, um objeto criado por Moisés sob as ordens de Deus, também, prefigurava o tipo de morte do Senhor Jesus. (Nm 21:9 com Jo 3:14-15)      

 c) A Razão da Sua Morte

Mais do que, simplesmente, cumprir Seu ministério, a sua morte foi a expressão mais pura e elevada de amor.
O amor foi, essencialmente, o elemento que o motivou a ir para a cruz. Sua morte não retrata fracasso ou derrota, mas a abnegação de alguém que absorto neste sentimento se entrega espontaneamente em benefício dos outros (Ef 5:2). Glórias a Deus!!!
Este amor ganha dimensões indescritíveis quando passamos a compreender a real causa da sua morte. O Senhor Jesus morreu por causa do meu , do seu e do [1]pecado de todos os homens .
Sim, os nossos pecados levaram- no à cruz, mataram-no!!        
Como vimos, no tópico anterior, a justiça divina; exige punição. Os nossos numerosos e horrendos pecados não poderiam passar sem uma sentença divina, por isso, o imensurável amor de Cristo, o constrangeu a assumir sobre si, os nossos pecados e o consequente castigo e dano que,  justamente, pesava sobre nós.    
 Vejamos agora outros textos que indicam e confirmam este fato:

● Is 53:5a – “ Mas Ele foi traspassado pelas nossas [2]transgressões e moído pelas nossas iniquidades...”.

● Is 53:6b – “...mas o Senhor fez cair sobre Ele a [3]iniquidade de todos nós”.

● Is 53:8b – “... por causa da transgressão do meu povo, foi ele ferido”.

● Is 53:10a – “... quando der Ele a sua alma como oferta pelo pecado”.

●Rm 4:25a – “ o qual foi entregue por causa das nossas transgressões...”.

● I Co 15:3 – “Antes de tudo , vos entreguei o que também, recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras”.

● Gl 1:4a – “o qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados...”

● 1 Pe 3:18a – “Pois também Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos...”.

a) Benefícios  da  Morte  do Senhor  Jesus

d.1) Introdução

A morte do Senhor Jesus redundou em inúmeros e inestimáveis benefícios para nós, pecadores.
Ele foi o perfeito sacrifício capaz de aplacar a ira do Deus Santo, contra toda sorte de pecado e maldade humana (Rm. 5:8-9, 1Ts 1:10, 5:9-10). 
Ele, e somente Ele, é a propiciação pelos nossos pecados, satisfazendo a justiça divina e tornando-nos aceitáveis a Deus (1 Jo 2:2 , 4:10).
d.2 ) Libertação do Pecado

Todo problema humano relacionado a Deus e aos seus semelhantes; se deve,  em parte,  a semente pecaminosa que herdamos de Adão. Esta semente enraizou-se  na raça humana e  brotou em cada  ser humano, tornando-nos extremamente produtivos  na concepção e geração do pecado ( Sl 51:5; Rm 5:12; 3:23; Pv 5:22 e Is 30:1).
Por conta desta semeadura, fomos escravizados e sofremos sob a tirania deste algoz chamado – pecado –  ( Jo 8:34-36).
O pecado se constitui num grande abismo que se interpõe entre nós e Deus, afastando-nos e impedindo-nos de nos aproximarmos Dele, além de  trazer  reflexos diretos e negativos aos nossos  relacionamentos humanos(Is 59:2; 2 Tm 3:13; Tt 3:3).   
 Por isso, entre os muitos benefícios obtidos com a morte do Senhor Jesus, há aquele que considero essencial: a remoção e destruição da tirania do pecado sobre nós (Jo 1:29; 8: 36; Hb 9: 26, 28 e 1 Jo 3:5). 












Fig.3 -  A morte do Senhor Jesus eliminou o abismo, ligando-nos diretamente ao Pai e uns aos outros.

d.3) Reconciliação com Deus

Introdução

A Bíblia aborda com muita propriedade o assunto  reconciliação. Mostrando-nos o seu porquê, como ela foi desenvolvida e o resultado e o objetivo final da mesma.

d.3.1) O porquê da Reconciliação

Reconciliar significa restaurar a amizade, transformar a inimizade em amizade, trocar um estado de inimizade por um de amizade.
A Bíblia diz que éramos inimigos de Deus (Rm 5:10), vivíamos à margem de um verdadeiro relacionamento com Ele, num estado de hostilidade e inimizade.
Este estado de inimizade foi caracterizado por :

a) Uma mente, forma de pensamento e entendimento hostil a Deus, que se revelava na prática de inúmeras obras malignas ( Cl 1: 21, Ef 2:3).

b) Um viver segundo as paixões e inclinações da carne (Rm 8:7 com Gl 5:19-21).

c) Pela amizade com o mundo - andávamos de mãos dadas com o sistema deste  mundo, vivendo e atendendo os seus padrões e princípios malignos. Desta forma, assumíamos uma inimizade decla-rada para com Deus ( Tg 4:4 e Ef 2:2).

 d.3.2) Como Desenvolveu-se a Reconciliação

a) Origem – A reconciliação nasceu no coração de Deus, não é obra humana, fluiu de si mesmo para restabelecer a amizade do homem consigo mesmo. (2 Co. 5:18a, 19a)

a) Desenvolvimento – Deus executou esta bendita obra por meio do Seu Filho, Jesus.
E isto foi possível pela  própria morte do Senhor Jesus (Rm 5:10, Cl 1:22a).

d.3.3) Resultado da Reconciliação

Deus não considerou, não levou em conta as nossas transgressões; mas perdoou-nos, e  assim aproximou-nos de si mesmo e resgatou-nos do es-tado de inimizade, propiciando a nossa reconciliação consigo mesmo. ( 2Co 5:19b, Ef 4:32b, 1Pe 3:18a). Aleluia!!      
  
d.3.4 ) Objetivo final  da Reconciliação

Gozarmos da Sua comunhão e andarmos na Sua presença é sem dúvida um dos objetivos finais da reconciliação. No entanto, Deus, também, está  empenhado em nos apresentarmos santos, inculpáveis e irrepreensíveis diante de Si mesmo. 
A reconciliação com Deus é o início do restabelecimento de uma amizade,  que se cultivada por meio da fé , nos influenciará e nos tornará semelhantes a Ele mesmo (Cl 1:22b). 

Questionário

1- Cite profecias e figuras do Velho Testamento que indicavam a morte do Senhor Jesus.



2- Descreva com suas palavras, a razão da morte do Senhor Jesus, baseado no tópico “c” desta lição.


3- Cite textos que comprovem a escravidão humana sob o pecado.


4- O que significa reconciliação?


5- Qual o objetivo final da reconciliação?



6- Leia os capítulos 16 a  18 do evangelho de Mateus.


7- Memorize o Texto:

“ora, porém, vos reconciliou no corpo da sua carne, mediante a  sua  morte, para  apresentar vos perante ele santos, inculpáveis e irrepreensíveis”. (Cl. 1:22)

[1] Pecado: Hebraico = errar o alvo, transgredir a Lei.  
[2] Transgressão: ir além de, infringir a Lei.
[3] Iniquidade:  perversidade,  contrário   à   equidade. 

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