@ Lição 7 - A Morte do Senhor
Jesus
a) Introdução
A morte do Senhor Jesus não
foi resultado de um acidente, mas parte integrante e fundamental do seu
ministério. De fato, ainda que possa parecer antagônico, a culminação do seu
ministério se deu com este doloroso
acontecimento.
Com sua morte, Ele consumou seu ministério terreno, cumprindo
profecias e preenchendo com uma realidade vívida, tipos e figuras do
velho testamento. ( Jo. 17:4, 19:28-30)
b) A Morte Prevista
Desde o primeiro pecado, vemos a
manifestação imparcial da justiça divina, sentenciando a serpente, a mulher e o
homem; (Gn 3:14-19), todos os envolvidos nesta catástrofe cósmica.
Os reclamos desta justiça de um
lado e o infinito amor do outro, presente
na divindade, redundaram na
primeira profecia que indicava a futura e única provisão (Jesus), capaz de
derrotar a astuta serpente e restabelecer por completo o relacionamento do
homem com Deus. (Gn 3:15)
Ainda neste contexto, vemos o
sacrifício de um animal, que supriu cobertura (vestimentas) para o primeiro
casal. Este animal, provavelmente, um cordeiro ou bezerro, é uma figura de
Cristo. (Gn 3:21)
Assim, o velho testamento está
recheado de profecias e figuras que apontavam para a morte do Senhor Jesus.
Vejamos mais algumas:
● (Is 53:7-12) – Neste texto, o profeta pinta
em detalhes e com realces marcantes o quadro da morte de Jesus, cerca de 740
anos antes do fato se consumar.
● Cordeiro pascal, este animal sacrificado na
páscoa, é uma figura de Cristo, o nosso verdadeiro Cordeiro pascal. (Ex.
12:3-6, 46, Jo 19:36 com 1Co 5:7)
● A serpente de metal, um objeto criado por
Moisés sob as ordens de Deus, também, prefigurava o tipo de morte do Senhor
Jesus. (Nm 21:9 com Jo 3:14-15)
c) A
Razão da Sua Morte
Mais do que, simplesmente, cumprir Seu ministério,
a sua morte foi a expressão mais pura e elevada de amor.
O amor foi, essencialmente, o elemento que o
motivou a ir para a cruz. Sua morte não retrata fracasso ou derrota, mas a
abnegação de alguém que absorto neste sentimento se entrega espontaneamente em
benefício dos outros (Ef 5:2). Glórias a Deus!!!
Este amor ganha dimensões indescritíveis
quando passamos a compreender a real causa da sua morte. O Senhor Jesus morreu
por causa do meu , do seu e do [1]pecado
de todos os homens .
Sim, os nossos pecados levaram- no à cruz,
mataram-no!!
Como vimos, no tópico anterior, a justiça
divina; exige punição. Os nossos numerosos e horrendos pecados não poderiam passar
sem uma sentença divina, por isso, o imensurável amor de Cristo, o constrangeu
a assumir sobre si, os nossos pecados e o consequente castigo e dano que, justamente, pesava sobre nós.
Vejamos agora outros textos que indicam e
confirmam este fato:
● Is 53:5a – “ Mas Ele foi traspassado
pelas nossas [2]transgressões
e moído pelas nossas iniquidades...”.
● Is 53:6b – “...mas o Senhor fez cair
sobre Ele a [3]iniquidade
de todos nós”.
● Is 53:8b – “... por causa da
transgressão do meu povo, foi ele ferido”.
● Is 53:10a – “... quando der Ele a sua
alma como oferta pelo pecado”.
●Rm 4:25a – “ o qual foi entregue por
causa das nossas transgressões...”.
● I Co 15:3 – “Antes de tudo , vos
entreguei o que também, recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo
as Escrituras”.
● Gl 1:4a – “o qual se entregou a si mesmo
pelos nossos pecados...”
● 1 Pe 3:18a – “Pois também Cristo morreu,
uma única vez, pelos pecados, o justo pelos injustos...”.
a) Benefícios da
Morte do Senhor Jesus
d.1) Introdução
A morte do Senhor Jesus redundou em inúmeros
e inestimáveis benefícios para nós, pecadores.
Ele foi o perfeito sacrifício capaz de
aplacar a ira do Deus Santo, contra toda sorte de pecado e maldade humana (Rm.
5:8-9, 1Ts 1:10, 5:9-10).
Ele, e somente Ele, é a propiciação pelos
nossos pecados, satisfazendo a justiça divina e tornando-nos aceitáveis a Deus
(1 Jo 2:2 , 4:10).
d.2 ) Libertação do Pecado
Todo problema humano relacionado a Deus e aos
seus semelhantes; se deve, em parte, a semente pecaminosa que herdamos de Adão.
Esta semente enraizou-se na raça humana
e brotou em cada ser humano, tornando-nos extremamente produtivos na concepção e geração do pecado ( Sl 51:5; Rm
5:12; 3:23; Pv 5:22 e Is 30:1).
Por conta desta semeadura, fomos escravizados
e sofremos sob a tirania deste algoz chamado – pecado – ( Jo 8:34-36).
O pecado se constitui num grande abismo que
se interpõe entre nós e Deus, afastando-nos e impedindo-nos de nos aproximarmos
Dele, além de trazer reflexos diretos e negativos aos nossos relacionamentos humanos(Is 59:2; 2 Tm 3:13;
Tt 3:3).
Por
isso, entre os muitos benefícios obtidos com a morte do Senhor Jesus, há aquele
que considero essencial: a remoção e destruição da tirania do pecado sobre nós
(Jo 1:29; 8: 36; Hb 9: 26, 28 e 1 Jo 3:5).
Fig.3 - A morte do Senhor Jesus eliminou o abismo,
ligando-nos diretamente ao Pai e uns aos outros.
d.3) Reconciliação com Deus
Introdução
A Bíblia aborda com muita propriedade o
assunto reconciliação. Mostrando-nos o
seu porquê, como ela foi desenvolvida e o resultado e o objetivo final da
mesma.
d.3.1) O porquê da Reconciliação
Reconciliar significa restaurar a amizade,
transformar a inimizade em amizade, trocar um estado de inimizade por um de
amizade.
A Bíblia diz que éramos inimigos de Deus (Rm 5:10),
vivíamos à margem de um verdadeiro relacionamento com Ele, num estado de
hostilidade e inimizade.
Este estado de inimizade foi caracterizado por
:
a) Uma mente, forma de pensamento
e entendimento hostil a Deus, que se revelava na prática de inúmeras obras
malignas ( Cl 1: 21, Ef 2:3).
b) Um viver segundo as paixões
e inclinações da carne (Rm 8:7 com Gl 5:19-21).
c) Pela amizade com o mundo - andávamos
de mãos dadas com o sistema deste mundo,
vivendo e atendendo os seus padrões e princípios malignos. Desta forma, assumíamos
uma inimizade decla-rada para com Deus ( Tg 4:4 e Ef 2:2).
d.3.2)
Como Desenvolveu-se a Reconciliação
a) Origem – A reconciliação nasceu no coração
de Deus, não é obra humana, fluiu de si mesmo para restabelecer a amizade do
homem consigo mesmo. (2 Co. 5:18a,
19a)
a) Desenvolvimento – Deus executou
esta bendita obra por meio do Seu Filho, Jesus.
E isto foi possível
pela própria morte do Senhor Jesus (Rm
5:10, Cl 1:22a).
d.3.3) Resultado da Reconciliação
Deus não considerou, não levou em conta as
nossas transgressões; mas perdoou-nos, e
assim aproximou-nos de si mesmo e resgatou-nos do es-tado de inimizade,
propiciando a nossa reconciliação consigo mesmo. ( 2Co 5:19b, Ef 4:32b, 1Pe
3:18a). Aleluia!!
d.3.4 ) Objetivo final da Reconciliação
Gozarmos da Sua comunhão e andarmos na Sua
presença é sem dúvida um dos objetivos finais da reconciliação. No entanto,
Deus, também, está empenhado em nos
apresentarmos santos, inculpáveis e irrepreensíveis diante de Si mesmo.
A reconciliação com Deus é o início do
restabelecimento de uma amizade, que se
cultivada por meio da fé , nos influenciará e nos tornará semelhantes a Ele
mesmo (Cl 1:22b).
Questionário
1- Cite profecias e figuras do Velho Testamento que
indicavam a morte do Senhor Jesus.
2- Descreva com suas palavras, a razão da morte do
Senhor Jesus, baseado no tópico “c” desta lição.
3- Cite textos que comprovem a escravidão humana sob o
pecado.
4- O que significa reconciliação?
5- Qual o objetivo final da reconciliação?
6- Leia os capítulos 16 a 18 do evangelho de Mateus.
7- Memorize o Texto:
“ora, porém, vos reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua
morte, para apresentar vos perante
ele santos, inculpáveis e irrepreensíveis”. (Cl. 1:22)
[1] Pecado: Hebraico = errar o
alvo, transgredir a Lei.
[2] Transgressão: ir além de,
infringir a Lei.
[3] Iniquidade: perversidade,
contrário à equidade.
