domingo, 15 de abril de 2018

O Modo e o Tempo da Confiança

3.1.4.1 O modo e o tempo da Confiança

Os textos de Hebreus 3.6 e 14 que nos levaram ao entendimento das atribuições: relacional, verso14, “Porque nos tornamos participantes de Cristo...” e funcional, verso 6, “ Cristo, porém como Filho, em sua casa; a qual casa somos nós...”, como vimos acima, trazem também por duas vezes uma advertência condicionante para vivenciarmos essas atribuições.

Focalizando estes textos, na íntegra, observamos que a advertência, duplamente destacada por eles, refere-se a retenção da confiança, e  ela é acompanhada de vocábulos que nos indicam o modo e o tempo em que  devemos praticá-la para garantirmos o desfrute destas atribuições, que nos são verdadeiros privilégios.

a) Modo

v.6 “ mas Cristo, como Filho, sobre a sua própria casa; a qual casa somos nós, se tão-somente conservarmos firme a confiança e a glória da esperança até ao fim.”   

Pelo texto identificamos o modo ou a maneira que a confiança deve ser conservada (retida), com firmeza. 

Isto indica que a confiança deve ser mantida, conservada de modo firme, resoluto, determinado, manifestando solidez e estabilidade.

A nossa confiança não deve estar sujeita a variações da alma, como sentimentos e emoções, que oscila ao sabor dos ventos e carece de estabilidade e firmeza.

Retê-la, como o texto adverte, implica em não vacilar, titubear ou retroceder frente as mais diversas e variadas situações, desafios e provações que, eventualmente, venham acometer a nossa confiança em Deus e seu caráter. 

Isto é antecipado pelo salmista que vê: os que confiam no Senhor como o Monte de Sião, que não se abala, mas permanece para sempre. Sl 125.1 

Esta firmeza proveniente da confiança no Senhor, deve voltar para si mesmo fazendo-o conservá-la tão firmemente no Senhor como ele está.

Sustentar a confiança no Senhor com esta devida firmeza assegura o prazer de Deus no seu portador, como vemos no texto de Hebreus 10.38: “ Mas o justo viverá pela fé; E se ele recuar a minha alma não tem prazer nele”. Lembrando que como vimos no tópico 3.1.4, a fé e a confiança estão intinamente relacionadas são indissociadas

(continua)