domingo, 17 de novembro de 2013

@ Lição 6 - O Ministério de Jesus

a)      Introdução

Os evangelistas concentraram os seus escritos, majoritariamente, sobre o Ministério[1] de Jesus, que iniciou-se aos trinta anos de idade. (Lc 3:23) O Seu ministério teve  uma duração aproximada de 3 anos e meio.  Este tempo ministerial foi extremamente produtivo e suficiente para que o Senhor realizasse tudo aquilo que o Pai havia determinado. O seu ministério rendeu a compilação de um grande volume dos seus feitos e ensinos (4 evangelhos).

b)     O Batismo de Jesus

Um pouco antes de Jesus iniciar o seu Ministério, Ele foi batizado, aos 30 anos de idade, por João Batista, no rio Jordão (Mt 3:13-17). Este texto mostra-nos o quanto Jesus insistiu, decididamente, em ser batizado; mes-mo sem  precisar, pois jamais cometera pecado Hb 4:15. No entanto, Ele desejava tão somente se submeter à  palavra de Deus, através do minis-tério de João Batista, e assim cumprir toda a justiça.

c) A Descida do Espírito Santo e o Testemunho de Deus

Logo após o Seu batismo nas águas, o Espírito Santo desceu sobre Ele e Deus, o Pai, testemunhou acerca de Jesus, declarando a sua filiação e o Seu  imenso prazer Nele (Mt 3:17).
Esta declaração mostra-nos que Jesus agradou plenamente a Deus, durante os 30 anos de vida; sendo com toda certeza, um bom filho, irmão, profissional e homem. Jesus recebeu a autenticação divina acerca da sua filiação e a aprovação pelo seu viver  comum, no contexto fami-liar, profissional e social.  

d) A Tentação de Jesus

Depois do seu batismo, Jesus foi conduzido pelo Espírito, ao deserto, para ser tentado pelo diabo ( Mt.4:1-11) .
Aqui, vemos o primeiro confronto direto entre a semente da mulher (Jesus) e a serpente (o diabo). Neste confronto, e em todos os seguintes,  a semente da mulher foi vitoriosa. Aleluia! Jesus não se curvou aos encantos da serpente, mas permaneceu, inteiramente, sob o governo de Deus, resistindo e por fim, rechaçando o diabo pelo poder da Palavra de Deus.  Aleluia!!

e) A Amplitude do Ministério do Senhor Jesus

O Senhor Jesus estava convicto da sua vocação para o ministério, tanto que aos doze anos de idade, já revelara uma consciência comprometida com "os negócios do Pai" (Lc 2:42, 49).  Aos 30  anos de idade, Ele faz a seguinte leitura no livro do profeta Isaías: "O Espírito do Senhor está sobre mim, pelo que me ungiu a pregar o evangelho aos pobres; enviou-me para proclamar libertação aos cativos e restauração da vista aos cegos, para pôr em liberdade os oprimidos e apregoar o ano aceitável do Senhor” (Lc 4:18-19). E com a mesma consciência de propósito, não hesitou em declarar aos seus ouvintes: "Hoje se cumpriu esta Escritura que acabais de ouvir” (Lc 4:21). Este texto delineia o ministério de Jesus e mostra-nos que Ele foi ungido para um ministério pleno, para atender  às necessidades de todos os homens, de todos os tempos e em todas as esferas - espírito, alma e corpo.
Este fato se dá não somente pelo legado escrito, deixado pelos apóstolos; mas também, porque a igreja como extensão de Cristo (corpo), ungida pelo mesmo Espírito Santo, é o agente de continuidade e manifestação do Seu ministério ao longo dos séculos e em todas as gerações.    No texto de Lc 4:18-19, estão listadas  quatro  características que, num certo sentido, são comuns à toda humanidade. São elas: pobres, cativos, cegos e oprimidos. Assim, podemos dizer que, invariavelmente, elas retratam  o perfil da humanidade de todas as épocas e lugares.
A primeira característica identificada no texto é a pobreza.  Veja: “... Ele me ungiu para evangelizar os pobres...” Uma definição de pobre, pode ser considerada como: estado ou qualidade daquele que não tem autonomia ou capacidade, para suprimento próprio das suas necessidades básicas. Ampliando o sentido desta definição, podemos dizer que a verdadeira pobreza e miséria humana, está centrada, exatamente, na sua incapacidade de atender por si só, as suas  necessidades espirituais, psicológicas e físicas, as quais são referenciadas no texto, como veremos mais abaixo. Desta forma, a pobreza humana passa pelo: espírito cativo (cativeiro espiritual), alma oprimida e corpo doente.  Para esta neces-sidade  humana, o Senhor Jesus vem proclamar o evangelho, as boas novas do reino de Deus, que é a provisão necessária para atender o homem na sua plenitude, e assim, torná-lo  rico (2 Co. 8:9). Observando  mais atentamente estas características, podemos verificar que elas estão diretamente vinculadas, às seguintes áreas da vida  humana:

Espiritual (espírito) - “..Proclamar libertação aos Cativos...” Esta faceta do ministério do Senhor, vem de encontro à seguinte realidade: toda a humanidade nasce e vive, até que seja liberta por Cristo, sob um cativeiro espiritual, que teve origem em Adão, quando este foi subjugado pela força da astúcia, engano e tentação do inimigo. Isto levou Adão a rebelar–se contra Deus e sua palavra, o que resultou na quebra de comunhão/relacionamento  entre ele e Deus. Assim, automaticamente, Adão submeteu-se à tirania de Satanás e do pecado, transferindo este péssimo legado a todos os seus descendentes.. (Gn 2:17 com Gn 3:1-6, Rm 5:12,17-19, 2 Co11:3, Tm2:26 e Jo 8:34,36)

Psicológica: (relativo à  psique,   alma. A  alma compreende a sede da razão/intelecto, da vontade e emoções)“...Por em liberdade os oprimi-dos...” A opressão é um mal que aflige a alma, sendo, muitas vezes,  imposta pela culpa, medo, vergonha, ansiedade, etc. Após o pecado, Adão apresentou problemas na alma, como: culpa, vergonha, medo e angústia (Gn 3:16, 7b e 10 com Rm 2:9, Ed. 9:6 e Sl 38:4). O Senhor Jesus veio libertar os oprimidos, substituindo o peso enfadonho da opressão, pelo seu fardo leve e jugo suave, disponibilizando alivio e descanso para  alma.  (Mt11: 28-30). Isto implica na remoção da culpa,  medo, ansiedade e angústia. (Cl 1:22, Rm 8:15, 1Pe 5:7 e 1Cr 13:21)

Física (corpo) – “... Restaurar vistas aos cegos...” No texto grego, refere-se à cura de uma deficiência física, sinalizando que o Senhor Jesus veio também, ministrar ao corpo humano, frágil e limitado, liberando cura a diversas e numerosas doenças e enfermidades; além de, até mesmo ressuscitar mortos, minimizando a dor e o sofrimento humano.  (Mt 4: 23; 9:35, Lc 7:11-17,22, 9:6, Jo 11:1-46)  Veja a fig. 2 que exemplifica o citado neste tópico.

Como citamos anteriormente, o ministério do Senhor  Jesus  foi extrema-
mente produtivo e frutífero,  a ponto do evangelista João declarar: “Há, porém, ainda muitas outras cousas que Jesus fez. Se todas elas fossem relatadas uma por uma, creio eu que nem no mundo inteiro caberiam os livros que seriam escritos. (Jo1:25)  No entanto, o ministério do Senhor Jesus  não limitou-se somente aos seus maravilhosos feitos e ensinamentos,  mas incluiu o derramar da sua vida em favor da humanidade, como Ele mesmo afirmou: "Pois o próprio Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida em resgate por muitos". (Mc. 10:45)



Questionário


1) Qual foi o instrumento usado por Jesus para derrotar o diabo no texto de Mt 4:1-11 ?



2) O que significa a declaração de Deus,  o Pai, no texto de Mt 3:17 ? 



3) Num certo sentido, qual é o perfil da humanidade de todas as épocas e lugares?



4) Relacione os benefícios proporcionados pelo Senhor Jesus, para o espírito, alma e corpo do homem.   



5) Observe o texto de Lc 4:18-19, e relacione-o com as áreas da vida humana.



6) Leia os capítulos 13 a 15 do evangelho de Mateus.

7) Memorize o texto:

“ agora, porém, vos reconciliou no corpo da sua carne, mediante a sua morte, para apresentar-vos  perante Ele santos, inculpáveis e irrepreensíveis” (Cl.  1:22).










[1] Ministério : No grego é diaconia, que  significa Serviço, trabalho.