3.1.2 O Ensinamento da Retenção da Palavra no Velho Testamento
Uma breve olhadela no velho testamento nos permite
verificar que a retenção da Palavra é um ensinamento bíblico que remonta o novo
testamento.
A recorrente exortação para a retenção da Palavra, ou
mesmo o uso de variáveis com o sentido similar, no velho testamento, confirma
sua importância para a vida do povo de Deus.
Na Torá, Deus ressalta que o seu ensino
deve ser armazenado, contido nos corações dos filhos de Israel: “ E estas palavras que hoje te
ordeno estarão no teu coração”. Dt 6.6
No livro de Jó, Elifaz, alinhado com o
pensamento da Lei, exorta Jó a aceitar a instrução de Deus e a colocá-la
no seu coração, dizendo: “Aceita, peço-te, a instrução que
profere e põe as suas palavras no teu coração".
Nos Salmos, temos uma convicta declaração
do salmista acerca da sua prática em guardar a Palavra, seguida do
seu entendimento do propósito desta prática: “Guardo no coração as tuas
palavras, para não pecar contra ti.” Sl 119.11
Salomão, no livro de Provérbios, revela
parte do seu aprendizado no contexto familiar, ao relatar a
eloquente exortação do seu pai: “então, ele me ensinava e me
dizia: Retenha o teu coração as minhas palavras; guarda os meus
man-damentos e vive;” Pv 4.4
“Retém a instrução e não a largues;
guarda-a, porque ela é a tua vida." Pv. 4.13
Se a palavra paterna tem um peso tão grande e forte assim sobre a vida do filho natural,
quando mais terá importância e impacto a Palavra do Pai celestial.
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