3.1.3 O Ensinamento da Retenção da
Palavra no Novo Testamento
No Novo Testamento, há mais citações
da palavra κατεχω – katecho, inclusive, no contexto que estamos abordando
aqui. Além da menção dela, no texto que
elegemos como base desta lição, Lucas 8.4-15, relacionado no tópico 2, veremos
a ampliação do seu ensinamento, nas abordagens apostólicas.
3.1.3.1 Reter o Evangelho para
Salvação - 1 Co 15.1-4
O apóstolo Paulo fez uso da palavra katecho, considerando-a na relação
direta com o anúncio da sua mensagem - o evangelho. Para ele a receptividade e perseverança dos
crentes coríntios, ao evangelho por ele pregado, lhes proporcionaria salvação,
se uma condicional tão importante quanto a recepção e perseverança, fosse
cumprida: a retenção integral da sua
mensagem.
Katecho, indica-nos
que a retenção, a posse ao evangelho apostólico integral, é um sequencial
indispensável à sua receptividade, além de conferir sentido à perseverança e fé
nele.
Note que o apóstolo, chegou a
questionar a validade da fé (versos 13,14) dos coríntios justamente, em função
da sinalização deles quanto a falta de retenção integral ao evangelho, quando alguns
dentre eles afirmaram que não há ressurreição de mortos, verso 12.
O evangelho pregado por Paulo deveria
ser retido pelos coríntios, tal como ele os anunciou. Este evangelho está sintetizado
nos versos 3 - 8:
“... Cristo morreu pelos nossos
pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado e ressuscitou ao terceiro
dia, segundo as Escrituras”
E apareceu a Cefas e, depois, aos doze.
Depois, foi visto por mais de
quinhentos irmãos de uma só vez, dos
quais a maioria sobrevive até agora;
porém alguns já dormem.
Depois, foi visto por Tiago, mais tarde, por
todos os apóstolos e,
afinal, depois de todos, foi visto
também por mim, como por um
nascido fora de tempo.”
Este evangelho, retido na sua
essência, pureza e integralidade, produz o seu fruto central - a salvação.
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