4.4.1.5 Caráter
Aprovado
O caráter que evidencia nossa identidade ética e moral é, indubitavelmente,
materializado pelas nossas palavras, ações e reações nas nossas mais diversas interações
sociais: familiar, profissional, eclesial, etc.
Nestas interações sociais vivemos situações diversas e
adversas que constantemente desafiam e provam o nosso caráter para avaliar o
seu real valor e cooperar para sua depuração. E assim deve ser, para que toda
máscara caia e a realidade do ser se manifeste.
No grego temos uma segunda palavra traduzida por caráter,
que se aplica diretamente ao título deste tópico: δοκιμη – dokime.
Esta palavra, segundo James
Strong, significa:
1) teste, julgamento
2) aprovado, caráter provado
3) prova, um exemplar de valor
comprovado
F. Wilbur Gingrich[1], considera δοκιμή, ης, ή é lit. 'a qualidade de ser aprovado,' daí, caráter Rm 5.4; 2
Co 2.9; Fp 2.22.
Notamos que o Apóstolo Paulo, sob a orientação do Espírito
de Deus, destacou o caráter provado/aprovado
em contextos diversos, como:
a)
Tribulações: O caráter
provado recebe a chancela de aprovado em meio a tribulações que o testa e avalia.
Ele é submetido a [2]θλιψις - thlipsis:
1) ato de prensar, imprensar, pressão
2) metáf. opressão, aflição,
tribulação, angústia, dilemas.
A thlipsis
é o cenário ideal para forjar o caráter. Nela as circunstâncias e as árduas
experiências, inclusive nas interações sociais, reclamam por firmeza, persistência, perseverança que fazem emergir
o caráter aprovado, valoroso e cheio de esperança. (Rm 5.4)
Por
isso, então, o apóstolo a destaca como algo positivo, exortando-nos a gloriarmos nas tribulações cujo fruto se
revela num caráter aprovado.
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