domingo, 19 de janeiro de 2020

Discipulado – Relação de Compromisso (At 16.1)

Timóteo se converteu ao evangelho, provavelmente, na primeira viagem missionária de Paulo, quando este esteve em Listra e Derbe (At 14.6,7-20). Naquela ocasião, Timóteo deve ter ouvido o evangelho, visto a cura miraculosa de um aleijado de nascença, presenciado a aclamação calorosa do endeusamento dos apóstolos Paulo e Barnabé, visto o empenho deles em dissuadir a multidão do intento de oferecer-lhes sacrifício, e por fim, deve ter testemunhado a fúria deste mesmo povo no apedrejamento de Paulo, que culminou com sua pretensa morte. 
Se confirmado este cenário, Timóteo teve um início de vida cristã fortemente impactada pela palavra, vida e obra de Paulo.
Timóteo figurava como um dos discípulos na cidade de Listra e gozava de um bom testemunho entre os irmãos, e foi neste contexto que Paulo o chamou e o levou na sua segunda viagem missionária.
Desde então, eles se aprofundaram no relacionamento de discipulado, que tem como princípios básicos: o compromisso da autonegação, da disposição ao sofrimento e do acompanhamento em toda e qualquer circunstância (Mt 16.24, 10.24-26, 37-39, 8.19-22 ).
A retomada deste relacionamento ensejou o resgate da relação espiritual, paterno-filial, iniciada na pregação de Paulo em Listra.
Paulo, então, reiteradamente passou a afirmar a sua paternidade espiritual sobre Timóteo, (1Tm 1.2,18; 2Tm 1.2; 2Tm 2.1) que por sua vez, correspondeu estando com Paulo, servindo ao evangelho, como um filho ao lado de seu pai (Fp 2:22b).
Não discutimos aqui, os pormenores da relação de discipulado ou da relação paterno-filial, sob o enfoque espiritual, mas afirmamos que uma ou outra devidamente vivida nos parâmetros do ensinamento bíblico, é imprescindível para o teste e aprovação do caráter.    



   

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